<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626</id><updated>2012-02-16T05:42:45.214-02:00</updated><title type='text'>Blogar é humano</title><subtitle type='html'>Textos abstratos.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Roman</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>67</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-6385496206688678109</id><published>2010-03-17T11:51:00.004-03:00</published><updated>2010-03-19T09:22:50.869-03:00</updated><title type='text'>Beterrabas Inferênciais.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estava ali, descascando-as e não resisti. Vim prá cá. Foram tantas as inferências e os simbolismos aderidos ao gesto que resolvi descrevê-los e assim os esqueci. E não estou mais lá rindo de mim mesmo e de outros por diferentes, mas mesmos motivos. De mim por descascar beterrabas, conquanto seja muito mais fácil ordenar que me sejam servidas, lindas, num prato que não irei lavar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também verdade que são fáceis de fazer quando o processo está no final, no bulbo beterrábico. Antes, na formação da comidinha, são no mínimo meses de cuidados e esperanças de que chova e de que não chova, de que as formigas não sejam tantas e quantidade de coisas não exatamente aleatórias se concretizem em tempos aceitáveis para vegetal daquela cor ou de qualquer outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então: o trabalho humano envolvido na beterraba que eu estava divertidamente descascando tem de ser a resultante de uma maluquice matemática qualquer que, em algum momento, envolverá teu tempo e o meu. Eu escrevendo e tu lendo sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transformar o mundo em algo tão confortável quanto é para nós, os sobrenadantes, mesmo considerando os “classe PT”, é grotescamente caro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso uma batata, uma beterraba, já a complexidade de uma lixa de unha pode envolver a exploração de trabalho escravo na China.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-6385496206688678109?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/6385496206688678109/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=6385496206688678109&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/6385496206688678109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/6385496206688678109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2010/03/beterrabas-inferenciais.html' title='Beterrabas Inferênciais.'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-3057522079038410443</id><published>2010-03-16T19:34:00.000-03:00</published><updated>2010-03-16T19:35:24.505-03:00</updated><title type='text'>Vídeo-clipes.</title><content type='html'>Por força de interesse no assunto música popular tenho assistido aos canais de música. Melhor diria de clipes musicais. A mesmice é uma regra, mas, suspeito, o público não nota porque a produção é de uma perfeição notável. O jeito americano de fazer: se é show, então show. Todo mundo bonito, dançando como se pássaros rítmicos e sacudidos fossem. Mas é só. E suficiente. E se é “suficiente” é isso que a indústria do show vai atrás, produz e oferece. É mais comum, não precisa garimpar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ou menos como o cachorro-quente da esquina. O ponto é bom, o pessoal vem comer, então logo serão dois três e repartindo o mesmo publico. O cara da primeira carrocinha criou o ponto, a indústria comprou todos os outros por perto e botou os empregados dela a fazer cachorro-quente. Tem até mais glamour, mais show e são muito mais baratos, são quase de graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tem também o absolutamente escroto, o muito ruim, o que todos podem fazer e que se torna sucesso exatamente porque é tão desgraçado que justifica qualquer um se sentir artista. Muitos gostam de se sentir possíveis artistas, ainda que tão ruins ou piores do que aqueles que ouvem. E estes a indústria também multiplica. Mais barato ainda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-3057522079038410443?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/3057522079038410443/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=3057522079038410443&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/3057522079038410443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/3057522079038410443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2010/03/video-clipes.html' title='Vídeo-clipes.'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-7629222005271775714</id><published>2010-03-08T09:40:00.002-03:00</published><updated>2010-03-19T09:19:54.232-03:00</updated><title type='text'>Chaplin.</title><content type='html'>Totalmente inverossímil, pelo menos tanto quanto o Cebolinha ou Capitão Marvel, o terno vagabundo que nunca conseguiu me extrair nenhuma risada, mas ternura sim e muita, foi a única criação do Chaplin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O personagem é muito maior que o enredo, as histórias são tão bobas que deveriam enfurecer a crítica, mas como nas óperas (onde o que conta é a música, não trama ou  texto) isso não acontece, tal a densidade do personagem. Podemos ser monstros desumanos, cretinos, desalmados, querendo a morte de alguém por uma herança, mas o carinha da bengala não é e somos todos um pouco como ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou, pelo menos, como gostaríamos que todos os outros fossem. Tão tolos. Como, do ponto de vista do Chaplin, fomos todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-7629222005271775714?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/7629222005271775714/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=7629222005271775714&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/7629222005271775714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/7629222005271775714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2010/03/chaplin.html' title='Chaplin.'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-7117845320636958171</id><published>2010-03-03T09:25:00.003-03:00</published><updated>2010-03-03T09:43:30.187-03:00</updated><title type='text'>Gruons &amp; Gruoffs.</title><content type='html'>Um dia, finalmente, chegaram à conclusão que as raças, Gruons e Gruoffs teriam de viver separadas. Foi um longo caminho. Evoluíram junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que os Gruons e os Gruoffs descobrissem que eram raças separadas por um abismo maior que o existente entre quaisquer duas espécies da ampla variedade de seres vivos em toda volta do planeta Granshlung, demorou. E depois demorou mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Gruons são uma raça coletiva e, portanto, altruísta, mas seus indivíduos se desenvolvem a partir de determinados Gruoffs por ainda não se sabe qual conjuminância de eventos genéticos e/ou outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Gruoffs são individuais, nunca se associam por outra coisa que não seja interesse próprio, aceitando-se aqui equipe como forma de aumentar a satisfação dos desejos individuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente os Gruons se destacavam facilmente de vez que eram capazes de acessar, desenvolver e manter o conhecimento da espécie principalmente pelo interesse nisso. Dominavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois os Gruons acreditaram que instruindo os Gruoffs todos seriam mais felizes. Foi assim um tempo. Os Gruons esclarecidos até obrigavam os Gruoffs a estudar o conhecimento da espécie coisa que não tinha e não tem, para eles, o menor interesse além do econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignorando essa diferença fundamental e na tentativa de organizar uma comunidade assim composta, os Gruons chegaram à democracia. No início, só os Gruons votavam, mas das dissidências entre eles surgiram correntes que defendiam o direito dos Gruoffs ao voto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Gruoffs, em maior número passaram a dominar a cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante um tempo isso se manteve e ambas as espécies se desenvolveram em número e tecnologia, principalmente pela acirrada concorrência propiciada pela ganância egoísta natural nos Gruoffs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(segue)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-7117845320636958171?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/7117845320636958171/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=7117845320636958171&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/7117845320636958171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/7117845320636958171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2010/03/gruons-gruoffs.html' title='Gruons &amp; Gruoffs.'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-1166226812734358758</id><published>2010-03-02T00:33:00.009-03:00</published><updated>2010-03-02T00:50:28.095-03:00</updated><title type='text'>Causas.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estou cheio de causas e ainda mais de seguidores de causas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Religiões me estarrecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política é o que se poderia esperar de um sistema onde todos votam: o predomínio absoluto da canalhice e, infelizmente, também da burrice que anda junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um crime contra a humanidade que, em nome da manutenção de privilégios decorrentes do crescimento econômico, se oculte da coletividade o eminente colapso da civilização sob o peso do número absurdo de seres humanos sobre o planeta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui os ecologistas se metem e nem mesmo eles tocam no assunto. Consumir renováveis é pouco! É picas!! Seria preciso diminuir o consumo e não vai diminuir até parar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-1166226812734358758?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/1166226812734358758/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=1166226812734358758&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/1166226812734358758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/1166226812734358758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2010/03/causas.html' title='Causas.'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-6134158796294378724</id><published>2010-02-15T11:55:00.001-02:00</published><updated>2010-02-15T11:57:48.567-02:00</updated><title type='text'>Ângulos &amp; Perspectivas.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O longo caminho até o ponto de partida desanima em qualquer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;atividade&lt;/span&gt;. E a coisa nem é tão poética assim, porque para chegar até a raia de competição, em qualquer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;esporte&lt;/span&gt;, o caminho é não apenas enorme, exaustivo como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;impossivelmente&lt;/span&gt; difícil e assassino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é igualmente fácil de constatar que de um ponto de vista cósmico, qualquer movimento é um ir para onde já se está. Não faz nenhuma diferença o referencial onde a consciência é a única medida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver o que há do outro lado do universo é ir ver o que há em meus sonhos sobre o outro lado do universo, ou na melhor, como me disse quem primeiro esteve lá. Via de regra quem primeiro esteve lá foi um teórico que pediu para um técnico ir verificar se era real o que ele informava a todos que era.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-6134158796294378724?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/6134158796294378724/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=6134158796294378724&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/6134158796294378724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/6134158796294378724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2010/02/angulos-perspectivas.html' title='Ângulos &amp; Perspectivas.'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-6146577705497101834</id><published>2010-01-30T18:36:00.003-02:00</published><updated>2010-01-31T18:57:19.677-02:00</updated><title type='text'>50.000</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Cinquenta mil anos é o que se julga ser o tamanho da história evolutiva da espécie humana, do tacape ao chip. Considerando o arranjo planetário excelente, a Lua onde está e fazendo o que deve para manter o eixo da Terra no lugar exato que a vida gosta, é um tempo miserável para chegar a conclusão de que tudo foi da maneira necessária para chegar onde está e se transformando do jeito que se transforma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passo óbvio é permitir que o que de toda maneira opera sozinho se realize sem nossa sofrida oposição. Se no plano individual a coisa é discutível tendo em vista as diferenças físicas e mentais gritantes entre indivíduos, no plano social - por ser-lhes somatório e mescla - não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre o que acontece é resultante de forças sociais tão complicadas, confusas, caóticas (e dai que imprevisíveis) quanto, por exemplo, o sistema climático da Terra. Por maior a exposição, poder, carisma, mitificação, santificação, babação e vassalos faça, nunca personagem da história algum, trágico ou bufo, soube o que estava fazendo e muito menos o resultado de sua vida, do ponto de vista social, foi obra intencional dele. Tal qual artistas, ou quaisquer, não sabem o que fazem". (Nestor - fimbrias de 1987)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(decodificação e rearranjo livre de idéias aparentemente esboçadas nos fragmentos 23 e 14 do Manifesto Social Decadente)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-6146577705497101834?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/6146577705497101834/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=6146577705497101834&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/6146577705497101834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/6146577705497101834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2010/01/50000.html' title='50.000'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-4198874658470378747</id><published>2010-01-08T23:12:00.002-02:00</published><updated>2010-01-08T23:17:18.470-02:00</updated><title type='text'>Supérfluos.</title><content type='html'>O vizinho grita, nem em cima nem embaixo, mas ao lado. Junto da piscina dele, do outro lado do muro. A música é antiga, boa, mas muito alto. O suficiente para cobrir as vozes também altas dos que ali come e bebem e se banham classe mediamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classe média baixa com piscina e dois carros. TV, geladeira e um nada falta que há trinta anos reis não tinham. É muita gente com acesso ao mais ou menos, ao supérfluo vagabundo que dura pouco e imundicia o planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muita gente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-4198874658470378747?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/4198874658470378747/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=4198874658470378747&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/4198874658470378747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/4198874658470378747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2010/01/superfluos.html' title='Supérfluos.'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-3684206065640603424</id><published>2009-12-31T21:38:00.004-02:00</published><updated>2009-12-31T21:44:41.527-02:00</updated><title type='text'>Por Favor.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sz02xz0dRMI/AAAAAAAAAAw/cTO3Ek3zmxg/s1600-h/abra%C3%A7o.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421549755775665346" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 245px; CURSOR: hand; HEIGHT: 315px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sz02xz0dRMI/AAAAAAAAAAw/cTO3Ek3zmxg/s320/abra%C3%A7o.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;Em dois mil e dez,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;por favor,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;metam as mãos pelos pés.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-3684206065640603424?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/3684206065640603424/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=3684206065640603424&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/3684206065640603424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/3684206065640603424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2009/12/por-favor.html' title='Por Favor.'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sz02xz0dRMI/AAAAAAAAAAw/cTO3Ek3zmxg/s72-c/abra%C3%A7o.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-8461211741964231304</id><published>2009-10-03T10:11:00.001-03:00</published><updated>2009-10-03T10:13:00.878-03:00</updated><title type='text'>As Duas Juntas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O serviço não é dos maiores nem inédito. Já fizeram isso juntas e não só para esse cara. Mas está frio e ele as quer nuas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão para fazer a vontade do cara não importa o que sintam. Importa o que ele sente. As duas se conhecem a muito, se entendem, advinham. Frequentemente prestam serviços adicionais sem que ele nem mesmo perceba. Sem custo, sem comando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Têm que enfrentar o frio, ele quer assim. Vai ser com água e sabão. A pegada é simultânea. Lambuzadas de sabão, arrepios e água fria pegam nele. O gosto é quente, roçar ali é bom. Poderia ser para sempre, sem se tocarem acariciam. Um lado e outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pressa maior é a dele, se satisfaz e marca isso com um “aah!” alto e para ninguém. Dúbia saudação ao tempo em que vai ficar sem fazer novamente. Elas agora compartilham a mesma toalha e se aproximam. Esfregam vigorosamente. Conseguiram. O rosto está lavado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-8461211741964231304?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/8461211741964231304/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=8461211741964231304&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/8461211741964231304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/8461211741964231304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2009/10/as-duas-juntas.html' title='As Duas Juntas'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-291971454594416311</id><published>2009-09-27T16:03:00.004-03:00</published><updated>2009-09-27T20:46:17.353-03:00</updated><title type='text'>A Faca de Corte Quadrado - O Caso se Complica.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar fazendo nada é um bom objetivo de vida. Não importa se na praia ou lugar qualquer. Os momentos de solidão verdadeira, sem pensamentos pretensamente úteis, só besteira. A luz que dança na pálpebra fechada. Qual a sensação produzida pela textura do tecido da roupa que toca e roça a pele, essas coisas que, por importância nenhuma tem a máxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que um dos modos de estar fazendo nada é contar o que vejo, aqui. Um jornal de bairro sem expressão outra que um bom dia mais caloroso de alguém que citei por acontecer de passar na minha frente. Faço isso muito. Meu posto de observação é o deck frontal de uma padaria. Café, cigarros, às vezes pão. O importante é o café e o cigarro. Vários até acabar a dose de cafeína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucas vezes acontece coisa que valha a pena sem os enfeites de que isso e que aquilo, horizonte bonito, dia chuvoso, dia de sol, enfim, o comum em qualquer papo que é esta a minha conversa. Sozinho. Conversando coisas que a garota da loja de frente (casada, me parece), linda, nem sonha ouvir de alguém. E os passantes. O bebum que volta e meia dá uma incerta aqui em casa e rouba trecos que já iriam fora. Fica no bar da esquina, quando me vê entrar no ônibus, entende que a casa está sozinha. Sabe que não tem cachorro, vem e tenta entrar. Não consegue. Quebra um vidro e pega o que alcança. Sempre mixaria, sempre incomoda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não era isso. Pensava nos tipos, nas vidas em volta dos tipos. A moça linda da loja de frente deve ser casada com o mecânico eletrônico e os dois devem ser donos da loja. Têm um carro Eclipse. Total fora do que parece poder pagar. Construí esse passado: ele ganhou num bingo. A primeira vez que vi o tal carro era tempo de prêmio desses em bingos. Não recordo o que era ali antes da eletrônica. Então: são casados, trabalham juntos e resolveram ficar com o carro (caríssimo) porque nunca mais poderiam ter um troço daqueles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que rola, aplico histórias sobre pessoas reais. Recrio partes de passados de modo a que possam resultar nos personagens que hoje se apresentam. Depois me estendo mais sobre a Moça Linda e o Cara com o Eclipse. Quero explicar que não costumo falar sobre quem não é habitual no meu pedaço. Tem muito turista, gente que chega não é novidade. Sempre tem turista turistando. É chatíssimo. Turista empesta tudo. Nativos também. Territórios deveriam ser por direito de conquista. A política do chega, expulsa ou come, cerca e mantém. De certa forma é o que faço e nem chove dentro. Minha caverna é ótima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há os que se tornam habituais de imediato. Passou batido, mas me ocorreu que pode ser teatro. Excelente, mas teatro. Gostei direto. Simpático na medida, não muito efusivo, mas chamativo por natureza. Vi que entrava na padaria. Cena comum. Voltei ao café, evitei o próximo na sequência de cigarros e tudo atrás mim explodiu em gargalhadas como há muito não se ouve. Certamente uma apresentação do Monty Python. Não era. Era o Gago.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chegou de bicicleta. Uma coisa apodrecida, modelo ninguém rouba. Na entrada, com a voz de quem recentemente quebrou o nariz, declarou (dois ou três fregueses, eu no deck de onde nada ouvi, duas atendentes mais o caixa):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nã mii impoto que riiam di bim, é tri tri tri iengrraççado, ttambbém acho-cho. Ga-gago eu so-sou! Bais fanho não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma figuraça. Um aposentado super engraçado. Médico ginecologista. Uma puta casa. Das maiores do bairro e não tem carro. Diz que não “brecicisa”. O doutor não apenas parece gago como nunca deixou de ser fanho, embora não admita e fique fu-furii iii e isso na bra-abesa não sai. Todos riem, ele também. Resulta que ficou conhecido como o gago que não é fanho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-291971454594416311?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/291971454594416311/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=291971454594416311&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/291971454594416311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/291971454594416311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2009/09/faca-de-corte-quadrado-o-caso-se.html' title='A Faca de Corte Quadrado - O Caso se Complica.'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-9090496111292153801</id><published>2009-09-18T16:02:00.004-03:00</published><updated>2009-09-18T16:12:36.547-03:00</updated><title type='text'>A Faca de Corte Quadrado IV</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Claro que tem a poética e o imaginário a respeito de médico de clube, aqueles de exame médico. Como, em tempos, com aeromoças. Algo deve acontecer ali. Porque a gata tal, fulana outra, madame aquela entram sozinhas? Isso entre hipotéticas surubas. Sonhos de invejosos na fila. Joe sabia que não era assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tinha sido médico. Nem perto disso, mas fora aluno de uma escola de medicina e dera plantão como médico de clube. Das mulheres? Sim. Algumas sensacionais. Mas fazer o quê? Bater papo a respeito da fila que hurra por mostrar as frieiras? E as muito horríveis? E pior: muita piroca. Porque “isso” tinha de olhar e nuas, xoxotinhas não. Péssima experiência. Traumática. A vida de estudante tinha sido toda ela traumas sucessivos. Mas seria médico aposentado morando bem, mas sem carro. Só bicicleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria também fanho. E gago. Uma só tirada para captar audiência: - Ga-gago, s-sim! Fa-fanho n-não! O resto da piada vinha por si. A atuação necessária para convencer que era mesmo fanho e gago, entre gargalhadas gerais, ninguém esqueceria. Óculos de sombra muito escuros permitem que não mostre a cor dos olhos. Joga dominó e às vezes xadrez, mas perde seguidamente. Faz parte do ser simpático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um apartamento ou casa em condomínio fechado teria sido mais prático. Mas trata-se de arte, tem de ter o estilo evidência evanescente característico de Joe. Está na cara quem fez, mas quem é esse tal que fez? Onde está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando haviam investigações e a algo ia para os jornais Joe ficava tentado a ajudar e ria muito. Mais que o normal. Joe era um sujeito brincalhão, divertia-se com tudo. Um cara maduro aproveitando mais cedo o lado infantil da senilidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Casas com visibilidade direta eram inúteis. Bastaria estar perto da residência do alvo. Questão de ir ver e escolher a casa. Tudo divertido. Tudo mágico, tudo falso. Ficaria mais um tempo sem sanduiches de pão redondo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-9090496111292153801?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/9090496111292153801/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=9090496111292153801&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/9090496111292153801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/9090496111292153801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2009/09/faca-de-corte-quadrado-iii_18.html' title='A Faca de Corte Quadrado IV'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-7286677813286182411</id><published>2009-09-14T23:34:00.002-03:00</published><updated>2009-09-14T23:38:46.518-03:00</updated><title type='text'>A Faca de Corte Quadrado III</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Obstinado, mas cauteloso, Joe cria e veste identidades como um médium incorpora. Pessoas usam máscaras sociais e isso é perfeitamente aceitável. Cínico, mas não perverso, sabe disso e o primeiro que faz é demonstrar claramente acreditar que o teatro do outro é real. Isso faz partidários que só têm a ganhar em apoiar o disfarce que Joe usar, qualquer seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Integrar-se a paisagem, ser comum. É novo no prédio, mas conhece o bairro. Parece que sempre esteve na padaria. Joe não aparenta a idade que tem. Joe não aparenta nada, mas optou por uma onda atlética. Aprimorar a forma física observando as servidoras da casa, com o passar do tempo, comendo alguma. A infiltração clássica. O aposentado na bicicleta costumeira integra fácil na paisagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aposentado de quê? Joe foi muitas coisas, inclusive ladrão, assassino, e é interessado nessa onda. Um artista. Não mata milhões na cara dura, como os políticos, de uma forma ou de outra fazem. Dedica-se a um tipo específico. Políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como faz por amor a arte, nunca se inclui no rol de suspeitos. Age em completa segurança. É um acidente de percurso. Um agente do acaso. Quem na verdade era o aposentado simpático que esculpia homenzinhos em pedra sabão e estava sempre de bicicleta? Os indícios encontrados na casa implicariam outro político qualquer fosse o método. As investigações parariam ai. Fatos como esse explodem na primeira página e imediatamente desaparecem. Brilham para ofuscar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas assassinar não aposenta ninguém, tem de ser outra coisa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-7286677813286182411?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/7286677813286182411/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=7286677813286182411&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/7286677813286182411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/7286677813286182411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2009/09/faca-de-corte-quadrado-iii.html' title='A Faca de Corte Quadrado III'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-6225185162448951776</id><published>2009-09-14T07:01:00.008-03:00</published><updated>2009-09-14T07:39:35.450-03:00</updated><title type='text'>A Faca de Corte Quadrado II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Veio devagar, uma sensação de indefinível perigo, desagrado. Como se fosse inevitável ficar descalço e a meia, miserável, indesculpavelmente furada. Tirar sapatos em público sempre faz sentir cheiro de tênis. Sabe que não pode ser dele, mas vão pensar que é. Joe também sabe que é psicopata, foi ai que caiu em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bobagens. Do mais tenro começo. Erros sucessivos. Foi pego num Largo Engano. Aceitar um serviço tão estúpido por prazo indefinido o jogara na armadilha. Cumprir com a palavra custou a vida ao pobre e a ele problemas, um tornozelo luxado, um andar cocho talvez para sempre. Joe nunca tinha nada, saúde de ferro, apenas imaginava o pior. Como não era adivinho, não acertaria. Usava o pessimismo como uma espécie de seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gesto hábil, o instante exato em que o outro lado deve ser exposto a chama (para que o pão doure, esquente, derreta o queijo o suficiente para que incorpore o orégano, mas não queime, vários movimentos por sanduíche) numa sandicheira quadrada, deu a dica. Estava delirando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que os sanduíches podiam ser de pães franceses de 50gr comuns. Os cassetinhos. A origem de tudo havia sido um deles. Mais largo que o normal, mas ainda nitidamente elíptico, já meio seco. Atributo sem importância, o processo recupera o paladar e o farelento vira crocância (esse o segredo). Pãozinho, uma fatia de mortadela redonda e outra de queijo exata. Com a mortadela para baixo a grande moeda fica no fogo baixo até derreter o queijo. O pão é cortado e aberto, a moeda é emborcada dentro e tudo volta para a frigideira redonda. Até dourar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso. Ele só piorou da cabeça. Para adaptar cassetinhos a friguideira redonda, só precisa cortar as pontas e comê-las com manteiga. Um tipo de entrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai ter de dar um jeito. Cavar não tira ninguém do buraco. Largar a pá é atitude sábia. Não vai mais trabalhar por algum tempo. Por via das dúvidas, desaparecer total. Como algo terá fazer e pode escolher qualquer coisa, entre mar quente e mordomias associadas, opta por caçar um político escolhido ao acaso e matá-lo. Sempre é um ladrão a menos e dá a chance (Joe escolhe entre os que sustentam diretamente a muitos) a que os filhos cresçam longe de pelo menos um patife. No caso, a maior influência. Pode que cresçam honestas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto pode ser qualquer um que Joe decide por um estado vizinho. Nunca esteve lá. Questão de estudo. Método. Resolver quem ser, como se apresentar, como chegar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-6225185162448951776?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/6225185162448951776/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=6225185162448951776&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/6225185162448951776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/6225185162448951776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2009/09/faca-de-corte-quadrado-ii.html' title='A Faca de Corte Quadrado II'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-6198020330329205823</id><published>2009-09-11T12:42:00.004-03:00</published><updated>2009-09-12T00:39:26.600-03:00</updated><title type='text'>A Faca de Corte Quadrado.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Andava tenso. Joe Notebook não era disso, mas os últimos acontecimentos não foram conforme esperava e, além disso, não conseguia achar pães redondos. Voltara para a serra, para a calma, um lugar onde era apenas mais um morador sazonal com conta corrente na zona e muita conversa jogada fora jogando truco. Nem sempre perdia e achava isso bastante estranho. O sotaque italiano carregado, estudado e puxado para o ridículo fazia com que todos o lembrassem. Um espertinho o chamara de Mussolini, ele rira. Uma casquinada horrorosa, chamativa. Nunca mais chamaram por outra coisa. Mussolini, o da casa que brilha. Mussolini, do jipão verde sujo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa redonda era assim desde décadas. Não tem com a mania por pães redondos. Comprara redonda e redonda ficaria até que outros a demolissem. A varanda, toda a volta, vidro. Dependendo o ângulo e da hora, um brilho de sol na encosta. Acesso fácil para quem estivesse disposto a uma longa e íngreme subida com buracos mais ou menos permanentes conforme a estação. O jipão verde sujo do Mussolini só às vezes descia. O mais das vezes para a zona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava de caminhar e os pães redondos que vinha tentando introduzir na dieta dos nativos ainda não tinham procura. Uma hipótese para o fim trágico dos Timbiras está na recusa em trocar a papa de inhame por purê de batatas com espinafres. Só conseguia pães no formato adequado vez por outra quando era o queridinho das moças da padaria. Nem sempre era. Se passasse muito tempo sem sair com alguma, reacendendo naqueles corações a esperança de que um dia alguma o fisgasse, começava a notar o pão mais difícil. É como são as mulheres e como Joe sabe que também é. Humanos são ratos trocadores de tudo, afeto, sentimentos... Coisas até.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andar até a vila não era desagradável. Barrento e exaustivo, mas não desagradável. Flertava com a moça da farmácia umas três vezes por semana. Gorda, bonita, olhos bem azuis. Casada recente. Coisa entre o sucesso do penúltimo empreendimento, o caso Gorki, e o fiasco pessoal da Vigília das Camisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não gostava de trabalhar, também não gostava de lembrar. Ali era apenas o Mussolini. Moçolim para as moças da zona de puteiros. Gostavam do jipão verde sujo e era comum alguma na casa redonda. Na camaradagem do truco as chamava de esposas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma delas foi mais sério. Engravidou, mas desapareceu. Tinha sido a esposa mais assídua. Ficava quieta, só queria estar ali, na casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajar nunca tinha sido opção de lazer. Jamais por prazer. Grana muito gorda ou favores devidos podiam movê-lo a executar algum serviço fora do país. Dominava alguns idiomas de forma rudimentar. Fazia questão de manter a pronúncia ridícula de modo a que fosse impossível adivinhar qual a língua mãe. Não falava com sotaque, andava sobre a linha do incompreensível. Era capaz de ir a maior parte dos países (diversos passaportes, tralha e tal), mas interesse não tinha em nenhum. Nem investimentos ou mulheres. Picas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa leva a outra e começou uma experiência com fatias quadradas. Se o negócio é fazer a ponto de mudar um hábito, então que seja direito. Fatias quadradas e exatas de um tamanho tal que caiba justo na nova sanduicheira quadrada. Joe não usa esmagar as bordas do sanduíche. Nem na sanduicheira redonda, a  velha preferida de quase década.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito antes do problema da faca, onde alguns poderiam ver manifestação de psicose, já a mortadela e o queijo, por não serem localmente fabricados cúbicos apresentaram dificuldades. Conhecedor, também rudimentar, de culinária, mas apaixonado por apetrechos, Joe sabe que existem facas específicas. Os japoneses também sabem. Pode ser que existam facas de cortar quadrados, mas facas, não “carimbos” como os moldes de massa de pastel. Esses não cortam, esmagam as bordas, mutilam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joe considera sair à busca da faca de corte quadrado. É quando começa a cair.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-6198020330329205823?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/6198020330329205823/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=6198020330329205823&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/6198020330329205823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/6198020330329205823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2009/09/faca-que-corte-quadrado.html' title='A Faca de Corte Quadrado.'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-1673927870851318334</id><published>2009-09-06T11:09:00.002-03:00</published><updated>2009-09-06T13:32:02.846-03:00</updated><title type='text'>Textos SociaisDecadentes I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se, porque nem tão burros somos, que todo político é ladrão. Não vive só de seus proventos, enriquece na carreira política (ou já é rico porque em nossa democracia o poder é hereditário, um político de sucesso elege seu filho, seus parentes), se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;locupleta&lt;/span&gt; sem o menor pudor, decência ou dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso &lt;em&gt;&lt;strong&gt;sabemos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Participar dessa trama custa a vida, custa viver uma vida de merda entre patifes que se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;sacanaeiam&lt;/span&gt; tanto quanto a nós nos roubam. Os que estão no alto repartem o botim, qualquer o partido. Por mais que um diga mal do outro, ali, no bar da esquina (no caso, hotel de luxo), estão aos risos e abraços. Mas nenhum dá as costas ao outro. Ali é terra de ninguém, todos puxam o tapete de todos. Amizade é termo sem sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso &lt;strong&gt;&lt;em&gt;sabemos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. É uma forma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;escrota&lt;/span&gt; de ganhar a vida, mentindo sempre e, claro, ensinando isso aos filhos, até pelo exemplo. Quer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;prá&lt;/span&gt; ti? É o que custa o poder que poderás talvez nunca alcançar e ficar a obedecer canalhas para sempre. Estive ente eles, são todos doentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salta aos olhos: qualquer pessoa minimamente decente não sobreviverá num meio assim. Os canalhas estão no poder e de lá só serão apeados pela própria estupidez. Porque a incompetência anda junto com a patifaria. Porque seres humanos são capazes de colaborar entre si, mas macacos não são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso reduzir ao mínimo a participação na sociedade que eles dominam, aproveitar-se dela, mas viver ao lado. Nenhum causa vale uma vida sequer, quanto mais milhares, que dirá milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carro do ano não vale o tempo gasto em ganhar o suficiente para a prestação. Assim o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;tênis&lt;/span&gt; de marca ou a roupa de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;grife&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade de consumo é crime contra o planeta. Precisa parar. É preciso repensar o relacionamento pessoal de cada um com a sociedade, com o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;arnaldo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;sisson&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-1673927870851318334?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/1673927870851318334/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=1673927870851318334&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/1673927870851318334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/1673927870851318334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2009/09/textos-sociaisdecadentes-i.html' title='Textos SociaisDecadentes I'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-8997650597709379229</id><published>2009-08-24T10:17:00.005-03:00</published><updated>2009-08-24T16:25:13.331-03:00</updated><title type='text'>Camisas - Epílogo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dias de enorme sacrifício. Muita dor física e moral. Não pode ir ao parque de muletas. Vai sem, a carne sente. Não pode evitar ir, os pensamentos são horríveis. O cara é agente duplo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;petista&lt;/span&gt; e democrata. Está metido com patrões do tráfico. Talvez seja &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;perigosíssimo&lt;/span&gt;. Certamente é. Custou um ano de vida mais a luxação no tornozelo e o caminhar comprometido por meses. Talvez um maluco que pague do próprio bolso para ser observado. Não interessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Joe&lt;/span&gt; treina um manquejar digno andando de lá para cá como bicho na jaula. O aparelho, pequeno apartamento perto do parque ao qual fora obrigado pelo serviço, ganha um espelho grande. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Joe&lt;/span&gt; é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;perfeccionista&lt;/span&gt;. O disfarce é todo inglês. As botas de montaria são &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;inapropriadas&lt;/span&gt;, mas firmam o pé ferido. Seria notado com toda certeza, mas nenhuma relação com o palhaço. Calças &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;culote&lt;/span&gt; não são comuns. Chapéu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Sherlock&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Homes&lt;/span&gt; também não. A polícia, se chamada, nem vai atrás. Tudo será queimado antes do imundo começar a vomitar sangue. Antes do cara se sentir mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num manquejar elegante adentrou ao café. As mesas na rua são o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;objetivo&lt;/span&gt;. Chegou antes. Esteve no parque. Pela primeira vez saiu com o sujeito ainda lá exibindo a camisa. Entrou e escolheu uma revista inglesa. Está em pé simulando atenção a um artigo qualquer. Nem dez minutos e o cara senta-se à mesa de sempre, a posição de sempre, o jornal de sempre. Lê os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;quadrinhos&lt;/span&gt; e passa os olhos sobre o resto. Pede o café e corta o charuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe, diz &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Joe&lt;/span&gt;, sorrindo como ingleses não usam sorrir, não pude deixar de reparar no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Lancero&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Laguito&lt;/span&gt;. É conhecedor? A figura é engraçada, ao mesmo tempo interessante e lamentável. O chapéu ridículo completam dois metros de altura cujo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;objetivo&lt;/span&gt; imediato parece ser transportar um charuto também enorme, um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Corona&lt;/span&gt; Grande que é, no ato, cortado com habilidade. É recebido com um sorriso. O tabaco os uniu. Um vício que mata, pensou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Joe&lt;/span&gt;, esperando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim! É um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Lancero&lt;/span&gt;! E o seu um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Corona&lt;/span&gt;! Sente-se, não há muitos apreciadores hoje em dia. Um café? Não espera pela resposta e vira-se para pedir que sirvam o novo amigo. Joe é rápido, o veneno já está na xícara. Dissolve ligeiro no calor. Não tem gosto que se perceba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa engrena logo. Charutos e pessoas que fumam charutos. Coisas sem importância, coisas agradáveis. Papo sem brilho, mas cordial e simpático&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falavam de umas coisas e outras, café bom lá na rua tal, excelentes bolinhos, meninas bonitas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;novinhas&lt;/span&gt;... o cara também conhecia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Nabokov&lt;/span&gt;. E vai daí isso, vem de lá aquilo, o café é consumido e o quase cadáver comenta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Coisas absurdas acontecem. Quer saber? Faz mais de ano que venho quase diariamente ao parque sempre com uma camisa diferente apenas porque afirmei que seria capaz de fazer isso e minha filha duvidou. Dá para acreditar? Mais de ano já, mais de trezentas camisas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um relâmpago paralisante do rabo a nuca. Problema de consciência imediato e de primeiro grau. Matou o cara porque o estúpido tinha feito uma aposta com a filha. Já para o hospital e o conhecimento da natureza do veneno salvariam a criatura com a mais absoluta certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Joe&lt;/span&gt; não consegue falar. Aquele cara ali - na frente dele - bom papo, sujeito de bem com a vida, feliz como possível, camarada no café onde já é freguês habitual, simpático e bom de gorjeta, morre hoje na certa. Por uma série de motivos tolos, entre os quais ele, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Joe&lt;/span&gt;. Que bosta! O que dizer? Uma tentativa de assassinato de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;brincadeirinha&lt;/span&gt;? Nada. Ambas as vidas seriam vasculhadas. Dor de barriga para o cara. Emagrecimento rápido. E cadeia, talvez a vida toda, para Joe. Botariam a mão nele e o que fazia para viver já tinha incomodado muita gente. O cara podia até não ser nada, mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Joe&lt;/span&gt; tinha trabalhado para gente ruim. Ser identificado era a condenação. Não precisava da lei para ser terminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensa rápido e ao bater o pé no chão, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;esgar&lt;/span&gt; de dor é verdadeiro, convincente. O sujeito, prestativo, pergunta o que foi e quer ajudar. Entre gemidos, simulando que a dor é nas costelas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Joe&lt;/span&gt; pede um hospital. Quebrou num jogo de praia. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Frescobol&lt;/span&gt;. Caiu sobre uma caixa de cerveja vagabunda. Não queria jogar, mas insistiram. Não para de falar, vai inventando coisas doidas para ter tempo de pensar. Como fazer? O &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;táxi&lt;/span&gt; se aproxima do hospital. Chega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em duas horas o cara começará a passar mal. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Joe&lt;/span&gt; já nem sente o pé, a adrenalina corre e a verdade da situação cai na cara dele. Se salvar o cara está condenado. Continua sem o que falar, mesmo na emergência vai ter de se explicar. A roupa esquisita já não disfarça, identifica. Comprada lá, pelo sujeito aquele que raramente vai, mas outro dia esteve aqui e levou apetrechos de palhaço. Houve &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;planejamento&lt;/span&gt;. Tentou lembrar se envenenamento é crime hediondo, mas nem faz diferença. Não pode entrar no hospital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;puto&lt;/span&gt; fica aqui e a sorte começa a jogar. Encaixa a soqueira com mão ainda no bolso. É certeza que um corpo caído no pátio de entrada da emergência vai ser atendido e observado. Vai garantir que terá atenção quebrando-lhe o cara. Talvez o cara comece a se borrar antes de acordar. Se houver um médico esperto, se salva. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Joe&lt;/span&gt; simula mais dor e para. Está apoiado no braço direito do cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O soco é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;espetacular&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Fraturou&lt;/span&gt; o maxilar em dois lugares e o corpo vai ao chão como um poste abatido. A cabeça bate antes. Um som cavo e molhado. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Joe&lt;/span&gt; ouve já correndo. Havia gente, mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Joe&lt;/span&gt; sabe que pessoas reagem apenas depois de pensar algo que justifique o inesperado. O viram correr, provável que até dar o soco. A fantasia de inglês é ridícula, mas cumpria o papel de chamar atenção para o que ele não era. Quando alguém entende que o cara foi agredido por um maluco de calça &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;culote&lt;/span&gt; e boina xadrez, já está na outra quadra, sem chapéu, a fralda enorme da camisa escondendo os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;culotes&lt;/span&gt;. Está calmo e pegando um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;táxi&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O socorro chega e o corpo é recolhido já sem vida. Quebrou a cabeça. Concussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No aeroporto, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Joe&lt;/span&gt; lê estarrecido sobre o milionário morto a socos no pátio do hospital. Ontem. A coisa incomoda. Não era para morrer. Não precisava ter feito nada. Sem atenção ao que o cerca, coisa que não é comum, não vê o grupo que já conhece de fotos nas colunas sociais. Marido, mulher e filhos. Uma das crianças agarra a saia da mulher:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mãe, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;vô&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;Humba&lt;/span&gt; vêm buscar a gente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Duvido que não venha, está sempre em volta. O pai responde ríspido. Está visivelmente contrariado. Não tinha recebido nada. Nenhum mail informando do descumprimento da bobagem das camisas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-8997650597709379229?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/8997650597709379229/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=8997650597709379229&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/8997650597709379229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/8997650597709379229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2009/08/camisas-epilogo.html' title='Camisas - Epílogo.'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-3265200716753318605</id><published>2009-08-23T19:19:00.006-03:00</published><updated>2009-08-24T23:08:02.558-03:00</updated><title type='text'>Camisas IV</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aparentemente uma rotina simples. O azar de estar envolvido na história do parque mais o clube, os amigos e um cabaré classe “A+”, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Carmem&lt;/span&gt;. Chamado de Doutor Humberto pelo porteiro, uísque velho &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;paca&lt;/span&gt;, salamaleques e coisa e tal. Tudo os dois olhos da cara. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Joe&lt;/span&gt; tinha charme e dinheiro nunca faltou. Nada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;nababesco&lt;/span&gt; como o miserável que vigiava, mas grana não faltava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sacou a favorita e foi nela. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Tereza&lt;/span&gt;. Nada de informação importante. Mas boa, sensual, nada esquelética. A mulher que os homens não querem desfilar, mas devorar devotadamente. Um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;objeto&lt;/span&gt; tão lindo que gosta de ser &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;objeto&lt;/span&gt;, como uma paisagem mais bonita porque sabe que é olhada. Mais desejável porque sabe disso. Uma artista. Fácil se envolver, mas ela não quer envolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Joe&lt;/span&gt; não é novo na noite. Conhece. Possível que uma mulher daquelas, descontado o da casa, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;fature&lt;/span&gt; mais do que ele tomando chuva a olhar camisas. Bons artistas não fingem, tem aquela coisa de banco de emoções. Coisa mais talento que prática. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Tereza&lt;/span&gt; gosta e goza. Não vai com quem não quer. Vai ter menos um freguês, possivelmente vai ser investigada. O alemão olho bem azul com marca de nascença &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;embaixo&lt;/span&gt; do queixo, grande como uma moeda e que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Joe&lt;/span&gt; não é, vai ser procurado. O alemão foi quem perguntou pelo doutor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era só. Foi duas vezes a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Carmem&lt;/span&gt;. Na primeira bebeu pouco e só vinho. Foi como francês e deliciosamente fez o que se esperava e o ganho foi observar que o cretino tinha uma preferida. Da outra vez, com a preferida. Fim. Nada conseguiu, mas deixou um rastro falso eficiente. Se fossem até ali dali não passariam. Se o cara tinha alguma tara esquisita capaz de matá-lo acidentalmente, não era com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Tereza&lt;/span&gt; ou ela não sabia ou não diria. Um beco sem saída. Nenhuma informação, só uma trepada e tanto. Ainda azar, mas já estava melhorando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto o clube era golfe. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Joe&lt;/span&gt; não sabia nada de golfe e disfarce de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;cadi&lt;/span&gt; ou taco seria demais. Sorriu ao pensar numa bomba no carrinho do equipamento. Espanto na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;mídia&lt;/span&gt;, “Terror nos Campos de Golfe - Elite em Polvorosa”. Demasiado complicado. Fazer uma bomba deixa rastros. Teria de ser detonação à distância. Muitas variáveis e a indispensável proximidade. Só &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;prá&lt;/span&gt; distrair a cabeça. Não dá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiro. Considerando o golfe, fácil. A poética do jogador solitário com os miolos espalhados pela folhagem é tentadora. Um tiro de pelo menos trezentos metros. Era capaz. Melhor, fora capaz. Já não tinha acesso ao equipamento. Munição confiável, lunetas e, principal, o próprio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;fuzil&lt;/span&gt;. Entregara tudo ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Galhardo&lt;/span&gt; como um favor/penhor que lhe valia a droga que consumia. Quase nada e só haxixe. Não, tiro não seria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia momento em que o cara estava vulnerável. Depois do parque invariavelmente parava num café, ficava um tempo com um jornal na cara. Seria depois. Durante as baforadas do invejável charuto que acompanhava o café com creme e sem açúcar. O fumo poderia ser assunto para aproximação. O método seria veneno. A forma mais sórdida, o veneno de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;ação&lt;/span&gt; lenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai morrer aproximadamente cinco horas depois do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;cafezinho&lt;/span&gt;. Pena as cólicas horríveis. Literalmente esvaído em fezes e sangue. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Inconveniência&lt;/span&gt; que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Joe&lt;/span&gt; não sabia com evitar. Nem pretendia, entre as frases que gostava de citar estava “carcaça não é para olhar, é para se afastar”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Anotara o charuto pedindo informação, no próprio café, sobre rua que não lhe interessava em absoluto, mas por perto. Não chamar atenção ou chamar muita disfarça igual. Foi vestido de palhaço. Uma monstruosidade, um susto que anda, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;chamativo&lt;/span&gt; como um Pateta na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Disneylândia&lt;/span&gt;, tão identificável quanto. Dois metros e meio de altura. Todo suado, um enchimento quentíssimo. Péssima &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;idéia&lt;/span&gt;. Andava como trezentos quilos prestes a desabar das pernas de pau. E desabou. Quando voltava a ser &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Joe&lt;/span&gt;. Longe de tudo, de ajuda inclusive. Torceu o pé. Ódio sempre pode aumentar. Saiu do hospital na mesma tarde, enfaixado e de muletas. Já muito além da raiva, estava determinado a eliminar o problema fosse quem fosse o sacana.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-3265200716753318605?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/3265200716753318605/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=3265200716753318605&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/3265200716753318605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/3265200716753318605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2009/08/aparentemente-uma-rotina-simples.html' title='Camisas IV'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-8020581693643500443</id><published>2009-08-22T21:35:00.003-03:00</published><updated>2009-08-23T13:39:49.057-03:00</updated><title type='text'>Camisas III</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na verdade daquela tolice toda tinha interessado o papo sobre confiança. Garantira tolamente que mesmo sendo o que sua filha chamava de irresponsável inócuo poderia assumir um compromisso e cumpri-lo baseado exclusivamente no fato de ter prometido fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava de cozinhar, inventava pratos. Tinha nascido rico e nada fizera para mudar isso. Estudara o suficiente para dizer chega. Não preciso. Não quero. No tempo adequado perdera  ambos os pais para o câncer. Viajara até aceitar que não gostava de lugares novos. Descobriu bem cedo. Dois casamentos obrigaram a longas viagens para ver coisas que no cinema eram mais bonitas, menos bichos nojentos, fedores e, principalmente, menos congelantes. Não morava mais onde nascera por conta da migração filial. Sempre residia na mesma cidade que a filha. Questões de praticidade. Não se viam muito. Era um gostar amigo, nada sufocante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dos raros almoços cerimoniosos que promovia em atenção à filha e aos chatíssimos filhos e marido aconteceu o que chamava de tolice fundamental. Tinha caído numa esparrela. A filha trabalhava. Acreditava nessas bobagens de ser útil, fazer a vida por si mesma, quaraquaquá e tal. Nada dizia das oportunidades que tivera. Certo, ganhava bem. Poderia ter se feito por si mesma, mas não foi bem assim. Paizão, sabia não tocar no assunto. Era importante para ela. Para ele, só a vagabundagem era coisa natural. O avô dela e o bisavô, talvez o anterior também, tinham construído o que ele só gastava e achava muito bom que fosse assim, sem problemas de consciência ou mais besteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desafio exigia que fosse fiel a um compromisso sem sentido que, na opinião dele, não provava nada. Apenas que era teimoso como uma mula. A facilidade da coisa era enganosa. Até a volta da filha e sua chatíssima tropa de longa volta ao mundo da qual escapara por pouco, sepultando as chances de não cumprir o que no começo parecia piada, prometera ir pelo menos quatro dias por semana ao parque nunca repetindo consecutivamente a mesma camisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, estava no fim. Mais umas duas semanas e estaria tudo terminado. As camisas não precisavam ser todas diferentes, mas ele fez assim. Teria enorme prazer em dar as trezentas e tantas camisa diferentes para o genro imbecil. Trezentos dc qualquer coisa são grande volume. Trezentas coisas inúteis são um monumento. Guardar trezentas coisas sem uso visível é castigo que haveria de deixar por herança ou não haveria herança. Um troco simples pelo trabalho de encomendar, já pela terceira vez, cento e cinquenta camisas diferentes e ir passear no parque com elas. Uma de cada vez, nunca repetindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que poderia haver de mais inócuo e sem conseqüências? Já desejara acabar com aquilo inúmeras vezes, mas nem sempre choveu e agora já era parte da rotina. O porteiro do condomínio brincava: - Camisa nova, Doutor? - Coisa da filha, sempre respondia ao passar o portão a pé. O parque era perto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ia até lá entre tal e tal hora ficava um pouco, olhava o lago e os outros estranhos fregueses diários do parque. Observava os cães e as raças dos donos. Pela graça da coisa Havia também um fotógrafo com telescópio, talvez estudioso de pássaros ou repórter investigativo (sempre lá, chuva, frio ou canícula). Cumpria o ritual da camisa e rumava para o clube, os amigos e o apelido ganho por merecimento: Camisa Nova. Depois, a vez de Tereza Seios Enormes. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-8020581693643500443?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/8020581693643500443/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=8020581693643500443&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/8020581693643500443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/8020581693643500443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2009/08/camisas-iii.html' title='Camisas III'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-4792775135779468428</id><published>2009-08-19T10:51:00.003-03:00</published><updated>2009-08-19T11:03:29.723-03:00</updated><title type='text'>Camisas II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Camisas II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A emoção é nenhuma, mas lá está ele. Hoje está verde como pedaços de grama que o calor e a estiagem ainda não secaram. Quantas camisas verdes esse animal terá? Animal, sim, animal! Não o conheço, não sei nome, não quero saber. Não gosto dele. Ninguém me faz sofrer assim desde o ginásio. Não é culpa dele? Claro que é, alguma fez para alguém ou eu não estaria condenado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bah! Não vou me enganar. Sem desculpas. Penso em matá-lo para não ter mais de olhar para ele. Para voltar a viver sem cuidar camisas. Vai ser muito trabalho, as valerá. Quem é, onde mora, o que faz, aonde vai, talvez o porquê da vigilância e toda essa coisa ridícula. Achei um absurdo de início. Essa grana toda para anotar as camisas de um sujeito? Moleza. Tão mole que derreto. Eu aqui: muita garrafa de isotônico, equipamento e a camisa hoje é verde suado sem detalhes. Qual a de ontem? Verde não era. A história continua. Poderia matar esse puto só porque pode ir embora sem levar nada. Cinco minutos de sol escaldante e se manda. Estou aqui faz litros de suor, tédio e raiva. Olho a tralha. Carregar tudo. Este já está morto. Dedicação exclusiva. Onde mora?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joe Notebook é metódico. Não é doente, mas o tamanho do queijo e da mortadela no sanduíche de pão redondo é exato. Uma moeda grande: um lado queijo, outro mortadela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matar é fácil. Muitos modos. Quantidade de oportunidades. O problema não é escapar impune da polícia, da lei. Crimes sem motivo, ainda que assassinatos, não têm solução. A menos que o autor seja estúpido ou seja um desprezado pelo sorte, um eleito pelo azar. Usualmente não acontece ao Joe. O queijo cobre exatamente a mortadela. Mas não sabe quem o contratou. Podem ser perigosos. Tudo tem de ser casual. Nada de enredo cinematográfico. Pensa rápido em atropelamento. Não serve. Teria de ser o motorista. Muita interferência do acaso. Fuga, carro, insuspeitas testemunhas, câmeras de vigilância e não há garantias que o sujeito morre. Bobagem. Qual a rotina do cara das mil camisas? Mulher? Filhos? Outro trabalho mais emocionante que andar todos os dias até o parque com uma camisa nova??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O insight é horroroso, um choque do cotovelo até o pulso. Bateu o braço na cadeira quando pensou que o cretino poderia não ser outra coisa que mais um elo numa cadeia da qual poderia nunca perceber o tamanho ou o objetivo. E se o cara fosse quase tão patético quanto ele? E se esativesse contratado para ir, dia após dia, semana após semana, mês após mês e entrar ano sempre indo ao parque com uma camisa diferente? Azar dele, do penúltimo, a história vai acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguir bem feito, despercebido, é tarefa para dias. Primeiro até aquela esquina, dali, outro dia, mais um pedaço e assim até conhecer o fim. Um condomínio de alto luxo. Altas cercas, alta segurança. Tudo o que seria ruim que fosse. Um edifício seria fácil, uma casa isolada mais ainda. Ali tudo o que pode fazer é ir embora sem perguntar nada. Teria de ser no trajeto ou no parque. Talvez surgisse algo da rotina do cara. Contar os tempos. Estar no parque durante a hora e meia aprazada para a verificação de camisa era absolutamente necessário. O bosta podia não ir, Joe nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tentação de dar um fim rápido nem apareceu. Agora havia um objetivo, um tipo de serviço diferente. Eliminar o cara. Absorvente. A emoção da caça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-4792775135779468428?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/4792775135779468428/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=4792775135779468428&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/4792775135779468428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/4792775135779468428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2009/08/camisas-ii.html' title='Camisas II'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-1565051489639336828</id><published>2009-08-17T09:51:00.000-03:00</published><updated>2009-08-17T09:53:02.330-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vezes tem que dá uma vontade sem propósito de escrever. De fazer isso apenas porque sei fazer. Não é como cortar a grama. Nada encheu que tenha de extravasar, muito menos transbordar. O que escrevo fica, mas nem é por isso. Não sei. Essa é a verdade. Não estou inspirado como quando tenho de entregar o sentido a qualquer outra coisa que pode até ser um eu interior (que a mim não se apresentou ainda), mas esse aqui, meu conhecido, não é. O texto é assunto maior e o sentido me foge. Vem por mim, não é para mim. Não há necessidade que entenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa de fazer porque é divertido estar registrando pensamentos, a melhor aproximação é dançar nu pela sala e sozinho. Tudo aqui é bem real (acabei de escrever, de papelizar esse pensamento, está concreto, quântico pelo menos). Quando ainda na cabeça as idéias não tem existência. É preciso copiar de onde ESTÃO e fazê-las na realidade, "trazê-las à existência" (muita gente boa não saca que é uma metáfora: trazer não está por transportar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ser por isso a imensa bobagem dos tais arquétipos e toda a confusão filosófica decorrente. É simples assim. mas pode-se compreender que sábios embrulhados em panos ou vestindo barris e que ERAM as estrelas da época (academias, escolas, etc..) quisessem cada um ter uma idéia luminosa e o séquito consequente.Vejo-os inventando coisas, um mais Paulo Coelho que o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parafraseando Fernando Pessoa: "...o mistério último das coisas / é que elas não tem mistério nenhum..."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-1565051489639336828?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/1565051489639336828/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=1565051489639336828&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/1565051489639336828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/1565051489639336828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2009/08/vezes-tem-que-da-uma-vontade-sem.html' title=''/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-759387134447580470</id><published>2009-07-11T20:28:00.001-03:00</published><updated>2009-08-23T23:36:38.662-03:00</updated><title type='text'>Camisas.</title><content type='html'>Era tarde e Joe Note Book andava apresado. Não era um encontro, era um avistamento. O cara poderia estar lá. Dia após dia, tarde após tarde. Em dias ruins, chuva, vento, frio, nunca ia, nos outros quase sempre. Nunca com a mesma camisa. Mês após mês. Quatorze meses e três dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou como serviço avulso. Seguir pessoas. Fazer relatório, receber. Sumir um tempo. Um dia, dois, três, uma semana. Nunca mais que isso. Ai, esse cara. Esse serviço. Dez dias após o cara aparecer dois dias seguidos com a mesma camisa deverá enviar uma mensagem para determinado endereço eletrônico. Simples e fácil. Há um ano e dois meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes vivia como queria e agora uma rotina miserável porque pulha tem todas as camisas do mundo disponíveis, dia após dia. Nada se sabe sobre quando não vai. Rotina miserável, cotidianamente miserável, equipamento pesado, especializado e dedicado. Era verão, veio outono, depois inverno, primavera e os estilos mudando. As capas escondendo a camisa. O telescópio. O note book sempre anotando a descrição da camisa da vez. Foto detalhada. Absolutamente todos os dias. Absolutamente lá durante quatro horas. Era verão. Um parque pareceu bom. Longe das vistas, das marquises, abrigos em caso de chuva. Café, só da térmica. A miséria que só esperava no inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pagamento semanal e pontual como já não gostaria que fosse. Fosse, aliás, possível qualquer contato, desfaria o trato. Era um emprego maçante, torturante. Considerava deixar de ir. Mas quem seriam seus contratantes? Que importância teria sua parte no esquema, fosse qual fosse? Qual o preço da falha? Se o cara morresse? Se o matasse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o matasse? Essa idéia foi tomando corpo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-759387134447580470?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/759387134447580470/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=759387134447580470&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/759387134447580470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/759387134447580470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2009/07/camisas.html' title='Camisas.'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-518952035244541078</id><published>2009-06-01T21:56:00.003-03:00</published><updated>2009-06-02T07:49:06.444-03:00</updated><title type='text'>Stand by me</title><content type='html'>&lt;object width="426" height="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://images.stupidvideos.com/2.0.2/swf/video.swf?sa=1&amp;sk=7&amp;si=2&amp;i=242232"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://images.stupidvideos.com/2.0.2/swf/video.swf?sa=1&amp;sk=7&amp;si=2&amp;i=242232" type="application/x-shockwave-flash" width="426" height="320"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-518952035244541078?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/518952035244541078/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=518952035244541078&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/518952035244541078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/518952035244541078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2009/06/stand-by-me.html' title='Stand by me'/><author><name>Roman</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-3916218392534571518</id><published>2009-05-10T17:42:00.004-03:00</published><updated>2009-06-01T21:56:22.841-03:00</updated><title type='text'>Capital x Trabalho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Seguinte: se a maior parte do "capital" existente é fictício, por conta do fator multiplicador bancário (moeda estrutural) e dos mercados futuros e mais picaretagens mágicas puramente econômicas onde o capital é absurdamente mercadoria (comprar parte de um lucro que existirá é bom exemplo), em quê a economia real se baseia?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vou ariscar um palpite. No trabalho. O que move a economia real é o trabalho e não o capital. O capital está para a economia como o poder dos reis ou do clero, serve para aurir privilégios, não produz realmente nada. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-3916218392534571518?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/3916218392534571518/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=3916218392534571518&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/3916218392534571518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/3916218392534571518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2009/05/capital-x-trabalho.html' title='Capital x Trabalho'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-9118366554606881342</id><published>2009-05-04T20:36:00.003-03:00</published><updated>2009-05-04T20:42:21.340-03:00</updated><title type='text'>SocialDecadência(apontamentos)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se, porque nem tão burros somos, que todo político é ladrão. Não vive só de seus proventos, enriquece na carreira política ou já é rico (em nossa democracia o poder é hereditário, um político de sucesso elege seu filho, seus parentes) e nela se locupleta sem o menor pudor, decência ou dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso sabemos. Participar dessa trama custa a vida, custa viver uma vida de merda entre patifes que se sacanaeiam tanto quanto a nós nos roubam. Os que estão no alto repartem o botim, qualquer o partido. Por mais que um diga mal do outro, ali, no bar da esquina (no caso, hotel de luxo), estão aos risos e abraços. Mas nenhum dá as costas ao outro. Ali é terra de ninguém, todos puxam o tapete de todos. Amizade é termo sem sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso sabemos. É uma forma escrota de ganhar a vida, mentindo sempre e, claro, ensinando isso aos filhos, até pelo exemplo. Quer prá ti? É o que custa o poder que poderás talvez nunca alcançar e ficar a obedecer canalhas para sempre. Estive ente eles, são todos doentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salta aos olhos: qualquer pessoa minimamente decente não sobreviverá num meio assim. Os canalhas estão no poder e de lá só serão apeados pela própria estupidez. Porque a incompetência anda junto com a patifaria. Porque seres humanos são capazes de colaborar entre si, mas macacos não são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso reduzir ao mínimo a participação na sociedade que eles dominam, aproveitar-se dela, mas viver ao lado. Nenhuma causa vale sequer uma vida, quanto mais milhares, que dirá milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carro do ano não vale o tempo gasto em ganhar o suficiente para a prestação. Assim o tênis de marca ou roupa de grife.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade de consumo é crime contra o planeta. Precisa parar. É preciso repensar o relacionamento pessoal de cada um com a sociedade, com o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;arnaldo sisson &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-9118366554606881342?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/9118366554606881342/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=9118366554606881342&amp;isPopup=true' title='325 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/9118366554606881342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/9118366554606881342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2009/05/socialdecadenciaapontamentos.html' title='SocialDecadência(apontamentos)'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>325</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-6544364472781954249</id><published>2008-10-04T20:12:00.002-03:00</published><updated>2008-10-04T20:16:01.248-03:00</updated><title type='text'>Cicatrizes Deformantes(I)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo de viver resultou em uma casca bem confortável. O bicho está tranqüilo, seguro. Aprendeu que pensar, via de regra não serve para nada e, quando necessário faz isso suficientemente bem. Com alguns sobressaltos: a chaleira está no fogo e ele, dando passagem a mim, está escrevendo. É perigoso. Burro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho que conceder. Se a casa queimar, fico sem substrato. Vou lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada queimou, já restabeleci os níveis exagerados de cafeína que considero adequados a sobrevivência e permitem que as solicitações orgânicas, mesmo que vícios, não perturbem muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia chuvoso sem parar é próprio para suspender todos os movimentos. Tenho a disposição todos os motivos pelos quais poderia me atrever à intempérie, ao barro. Em compensação, não sair me conecta ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso lembra convivência. Bem de longe, mas lembra. Pois então, embarquei numas de considerar as listas, disponíveis aos magotes tanto quanto bogs, convivências sociais tempestuosas mesmo quando amigáveis. Claro que tento escrever direito e, do meu jeito, me exibir bastante. Não estou cobrando nada para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sucede que é preciso uma qualidade especial, que não tenho, para a compreensão dos motivos pelos quais um elogio que receba levante uma onda indignada de ressentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui a cicatriz deformante: incomoda fazer bem algo que a outrem ofende por ser bom. Porque provavelmente o bosta gostaria de ter feito. Algo como disputar uma prova de natação e ficar com o que para o concorrente seria uma medalha e para mim é só uma latinha. É o mais próximo da culpa que aceito chegar e não gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, melhor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-6544364472781954249?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/6544364472781954249/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=6544364472781954249&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/6544364472781954249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/6544364472781954249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2008/10/cicatrizes-deformantesi.html' title='Cicatrizes Deformantes(I)'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-6059809396662824990</id><published>2008-10-04T19:18:00.002-03:00</published><updated>2008-10-04T19:22:37.143-03:00</updated><title type='text'>Back to Li Po</title><content type='html'>Uma vez Li Po caiu do barco. Mas Li Po, a exemplo do Grande Líder, nadava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Li Po braceava, saudoso da margem, pensou em nunca mais se atirar a paixões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Alphonsus tivesse realmente se interessado. Isso não lhe passaria. Ismalia não disse nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alphonsus nem conheceu Li Po.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-6059809396662824990?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/6059809396662824990/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=6059809396662824990&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/6059809396662824990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/6059809396662824990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2008/10/back-to-li-po_04.html' title='Back to Li Po'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-5234683184595176935</id><published>2008-09-23T20:18:00.021-03:00</published><updated>2008-10-03T07:49:54.649-03:00</updated><title type='text'>Presságios</title><content type='html'>&lt;img style="float:left; margin:0 5px 5px 0;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vPLQu0ffwns/SNmEYDoHphI/AAAAAAAAABw/edJ8jfd5_6o/s200/beija-flor.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249372389502330386" /&gt;Estava ali, havia já um par de horas. Por si, não queria ver nada, porque era melhor nada ver. Preferível não tivesse olhos, nem ouvidos. Que o tempo parasse, seria ainda mais desejável. Sabia que uma desgraça estava por vir. Era por isso que deixara a casa e fora buscar refúgio nas pedras da margem oeste da ilha. Ali, pensou, estava a salvo de presenciar de novo o que já vira antes. A sombra da tipuana o protegia do sol forte e podia sentir no rosto o vento que vinha do sul. Precisava de paz e precisava que aquele dia terminasse logo. De preferência, sem que o tempo passasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das outras duas vezes, ficara em casa e lembrava muito bem o que se passara. Fora Maria Rita quem lhe ensinara sobre os agouros. Dois já tinham se provado verdadeiros. Queria muito que ela estivesse errada quanto ao terceiro, mas não era capaz de apostar nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando para o sul, notou um pequeno ponto se movendo sobre a água, trazido pela corrente. Girou o rosto e mirou por sobre as copas das árvores da ilha em frente. Um avião mostrava as garras indo na direção do aeroporto. Desviou o olhar com medo que o agouro decolasse em direção à aeronave. “Que pousem em paz!”, pensou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que aconteceu foi também a primeira vez que ouviu Maria Rita falar daquilo. Estavam os dois tomando chimarrão no avarandado da casa. Levou um susto quando um besouro passou zunindo próximo ao seu ouvido. E tomou outro, quando ela levantou de um salto e desatou a falar, olhando para o inseto que seguia vôo em direção aos arbustos do jardim: "Credo! Volta pra quem te mandou. Diz que não me achou. Eu te arrenego. Cruz credo!" Ficou agitando os braços para ele: "Fala isso! Repete o que eu te falei". Ele ficou calado. Calado e atônito, olhando pra ela com cara de assombro. Mais ainda depois que ela sentenciou: "Zumbido de besouro no ouvido é sinal de mau agouro". “Bobagem!”, pensou, e fez um gesto desinteressado como quem quer mudar o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso se deu antes do almoço. No meio da tarde, quando foi sacudir o avô da sesta, não conseguiu acordá-lo, nunca mais. Foi assim que aprendeu a sofrer a culpa de não rezar o ditado da Maria Rita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a missa do sétimo-dia, ela veio puxar assunto. Referiu sutilmente que havia prevenido sobre o agouro. Como se ele precisasse ser lembrado, como se a culpa não batesse ponto todos os dias. Seguiram falando sobre o avô. Sentiu-se um pouco aliviado ao ouvir dela: "Culpa não serve pra nada. Larga isso". Depois, ela disse pra ele ter cuidado com outros dois sinais. O primeiro, ela falou, é quando um cachorro cava um quintal. É sinal certo de que uma sepultura terá de ser aberta. O diálogo ainda estava vivo em sua memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe, um cachorro latiu. Os ladridos invadiram-lhe a mente, seqüestrando lembranças. Estava saindo de casa numa manhã de domingo. Cruzando a porta principal, avistou Paco – cruza de ovelheiro com vira-lata – cavando de forma ávida a terra fofa, perto do portão principal. Ficou entorpecido. A frase transpassou sua mente, paralisando-o por instantes. "Quando um cachorro cava um quintal, é certo que uma sepultura será aberta." Gritou "Pára, Paco!", e arremessou um vaso de violetas na direção do cão. Precisava descobrir como anular o agouro. Maria Rita haveria de saber a reza. Começou uma corrida sobressaltada em direção à casa dela. Uma corrida curta de quinhentos metros, na direção norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal avistou o muro, começou a chamar por ela. Que lhe desse a reza; que, por amor de Deus, lhe desse a reza. Nem usou o portão. Pulou o muro baixo e, encontrando a porta destrancada, invadiu a residência, agora clamando por Maria Rita. Só parou quando a encontrou. Então, chorou por ela. Quando a polícia chegou para registrar o latrocínio, ele bem que tentou levar o delegado para ver a cova no jardim da sua casa. O delegado disse que sim, mas nunca foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento soprou mais forte, balançando os galhos da tipuana. O ponto que descia o rio crescera e agora era um barco, um &lt;i&gt;skiff&lt;/i&gt; de competição trazendo uma mulher. Estava então a não mais do que cinco metros da margem. Com a cabeça pendendo para o lado, parecia desfalecida. Um pânico se apossou dele. Sabia bem por que estava ali: fugia do terceiro agouro, que lhe havia sido contado por Maria Rita, no dia da missa do avô. O agouro que se anunciara duas horas antes, quando saiu de casa numa corrida aflita, para vir se isolar do mundo nas pedras da margem oeste da ilha. Maldito barco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrumava livros na estante da sala. No &lt;i&gt;player&lt;/i&gt;, alguém pedia “&lt;i&gt;um machado pra quebrar o gelo-ô e uma chance pra tentar viver sem dor&lt;/i&gt;". Ele entrou pela janela por onde também penetrava o revigorante ar fresco da manhã. Quando deu por si, estava diante dele. A voz de Maria Rita soou clara, em videoteipe: “Se um beija-flor invade a casa é sinal de mau agouro”. Por isso estava ali, vendo a moça descendo o rio num barco errante. Pensou ter ouvido um murmúrio, como um pedido de ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem pensar, jogou-se na água para fazer o resgate. Pulou em pé, como quem pula no vazio. Vestia &lt;i&gt;jeans&lt;/i&gt;, tênis e camisa pólo. Ao cair na água, seus pés foram encontrar o fundo lamacento e enterram-se nele até os joelhos. Lutou contra a armadilha. Debateu-se, forçando para se desvencilhar, sentindo o ar ausente apertando o peito. Aos poucos, os movimentos vigorosos diluíram a lama na corrente e ele soltou-se da terra que o engolia. Livre do lodo, impulsionou-se com força na direção da claridade. Em braçadas desesperadas, buscou a superfície. Quando emergiu ansiando por um quinhão de ar, sua cabeça golpeou o casco do &lt;i&gt;skiff&lt;/i&gt;. Um baque seco, único, definitivo. A água ao redor rodou enegrecendo. Sequer pôde sentir o gosto do caldo barrento transitando pela boca em direção aos pulmões. Sombras envolveram seu corpo como serpentes famintas e sugaram toda a luz que havia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-5234683184595176935?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/5234683184595176935/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=5234683184595176935&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/5234683184595176935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/5234683184595176935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2008/09/pressgios.html' title='Presságios'/><author><name>Roman</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vPLQu0ffwns/SNmEYDoHphI/AAAAAAAAABw/edJ8jfd5_6o/s72-c/beija-flor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-3854030545183201754</id><published>2008-08-15T20:07:00.003-03:00</published><updated>2008-08-15T20:09:11.396-03:00</updated><title type='text'>Chicletes</title><content type='html'>Se chiclete não perdesse o gosto, chiclete não teria graça.&lt;br /&gt;Imaginem ficar mastigando a goma 1 hora, 2, 5, 30 horas, sempre o mesmo gosto, uma chatice enjoativa sem sentido. Ninguém iria mascar chiclete. Mas quando o chiclete perde o gosto, a gente se aborrece, sem se dar conta de que o perder o sabor é a sua própria alma. Viajar é gostoso, não é?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-3854030545183201754?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/3854030545183201754/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=3854030545183201754&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/3854030545183201754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/3854030545183201754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2008/08/chicletes.html' title='Chicletes'/><author><name>Roman</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-8026602093452538954</id><published>2008-04-29T07:54:00.005-03:00</published><updated>2008-04-29T08:04:24.595-03:00</updated><title type='text'>No espaço</title><content type='html'>&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vPLQu0ffwns/SBcATNmCcQI/AAAAAAAAAAk/v2Wy5wCkYN4/s200/padre.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194621025261875458" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;"Pois... neste mundo nefando,"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;me disse um velho aldeão,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"mais vale um pássaro na mão,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do que um padre voando."&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-8026602093452538954?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/8026602093452538954/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=8026602093452538954&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/8026602093452538954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/8026602093452538954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2008/04/do-mundo.html' title='No espaço'/><author><name>Roman</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vPLQu0ffwns/SBcATNmCcQI/AAAAAAAAAAk/v2Wy5wCkYN4/s72-c/padre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-566438368279601752</id><published>2008-04-27T05:16:00.001-03:00</published><updated>2008-04-27T05:20:29.408-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como já disse, o problema é fórmico. Falta de assunto as quatro da manhã, não me acontece. Caetano na Itapema. Preciso de óculos, esse já venceu. Muito riscado e já preciso de aumento maior. Agora é enrolar até encontrar o que dizer antes de perder a tua atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava pensando sobre ciúme. Um sentimento pervertido já no macaco. Alguma emoção basicamente útil deve ter degenerado nessa que já nem útil é. Não serve para nada. A posse exclusiva do corpo de outrem é coisa degenerada da garantia de paternidade. Sentimento que teria evoluído de qual ânsia macáquica? A mesma? Que mal pode fazer a ti que alguém a quem ames seja feliz com o corpo que tem nos braços de quem seja?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vergonha da comparação? Medo? Ah! Mas tem os segredos partilhados, a intimidade... Bem, mas isso não é bom? Essa sensação misteriosa de, de alguma forma, compartir o tempo no planeta não é boa? Tem de ser só contigo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Qualquer relacionamento afetivo contigo é limitante e és apenas canalha. Mas é só questão de processar a questão. A gente faz as pazes se deixas de canalhice para com quem, veja bem, afirmas amar. Isso ai não faz a menor diferença.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-566438368279601752?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/566438368279601752/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=566438368279601752&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/566438368279601752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/566438368279601752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2008/04/como-j-disse-o-problema-frmico.html' title=''/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-4889805505233882001</id><published>2008-04-26T15:50:00.006-03:00</published><updated>2008-04-26T22:21:39.624-03:00</updated><title type='text'>No sótão</title><content type='html'>&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left;" src="http://1.bp.blogspot.com/_vPLQu0ffwns/SBN8XdmCcOI/AAAAAAAAAAU/bT0ZNlZHU1U/s320/Moinho_Gelado.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193631537811321058" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Encontrei dois velhos pergaminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro, havia doze cantilenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo, tinha uma frase apenas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Águas geladas não movem moinhos".&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-4889805505233882001?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/4889805505233882001/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=4889805505233882001&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/4889805505233882001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/4889805505233882001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2008/04/desenrolei-dois-velhos-pergaminhos.html' title='No sótão'/><author><name>Roman</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vPLQu0ffwns/SBN8XdmCcOI/AAAAAAAAAAU/bT0ZNlZHU1U/s72-c/Moinho_Gelado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-3879742318445844259</id><published>2008-03-21T18:19:00.005-03:00</published><updated>2008-03-21T18:33:09.289-03:00</updated><title type='text'>Sangue, seda e chocolate</title><content type='html'>Quem não sabe a maior distância possivel entre um coração e um cérebro humanos? Refiro-me às peças vivas e pertencentes ao mesmo naco de gente. Pois não há cérebro capaz de manter-se vivo atuando mais do que meia centena de centimetros longe da bomba que lhe toca combustível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo isso para ilustrar que embora a natureza não seja, por natureza, sábia, os fatos que a conformam tem rigor matemático. Mas o imponderável pulula e desafia a severidade natural. Um mais um é dois e dois é maior do que um. Algo bom com algo bom, há de ser coisa melhor. Seda natural é estrutura agradável de tocar. Uma blusa de seda recheada de Anna Hickmann há de ser ao menos duplamente mais aprazível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, como referi acima, armadilhas existem nas dobras da precisão. Em época de Páscoa, é possível ver propostas reconciliações bizarras. Há quem postule, por exemplo, unir  espaguete a molho de chocolate. Só a menção já traz náuseas. Então, bom com bom não é, necessariamente, bom pra caralho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-3879742318445844259?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/3879742318445844259/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=3879742318445844259&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/3879742318445844259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/3879742318445844259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2008/03/das-invenes-pascais.html' title='Sangue, seda e chocolate'/><author><name>Roman</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-2096821901321629318</id><published>2008-03-20T07:56:00.004-03:00</published><updated>2008-03-20T19:05:18.063-03:00</updated><title type='text'>O falso ex-"doutor"</title><content type='html'>É sábado. Está com a família na serra.&lt;br /&gt;De carro, se aproxima do restaurante escolhido para almoçar: um lugar muito agradável e de boa mesa, perto do centro da cidade.&lt;br /&gt;Quando reduz a velocidade em busca de uma vaga improvável, um guardador uniformizado vem em sua direção.&lt;br /&gt;Abre o vidro.&lt;br /&gt;- Vai ao restaurante? - pergunta o homem.&lt;br /&gt;- Sim. - responde.&lt;br /&gt;O guardador olha ao redor, procurando uma vaga inexistente.&lt;br /&gt;Retorna o olhar para dentro do carro e, subitamente, exclama:&lt;br /&gt;- Doutor! Só agora o reconheci!&lt;br /&gt;Olha para o homem, que mira seu rosto pelo vidro aberto. O "doutor" era mesmo ele.&lt;br /&gt;- Entra na garagem!, diz o guardador, apontando para um prédio ao lado.&lt;br /&gt;E continuou:&lt;br /&gt;- Eu cuido deste prédio, doutor. Vou lhe deixar estacionar numa vaga - complementou, abrindo o portão elétrico com o controle.&lt;br /&gt;O “doutor” deixa os acompanhantes descerem, entra na garagem e estaciona.&lt;br /&gt;Saem da garagem conversando, como velhos conhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o almoço, degustando o expresso, o “doutor” reserva alguns instantes para decidir como será o final da sua relação com o guardador. Não era algo tão simples. Ele era o "doutor" e pelo sorriso e gentileza oferecidos ao ser "reconhecido" ficara com a certeza de que o doutor costumava oferecer ao homem gorjetas generosas pelos serviços. Quanto deveria dar? O normal? O dobro? 20 vezes? Até mais, pensou. Se o "doutor" fosse um ricaço realmente generoso, certamente oferecia muito mais. Alguns ricos são pessoas excêntricas ao extremo. Lembrou do garçom Jose Costa, do L'Hotel, em São Paulo. Uma feita, ganhou US$ 1.000 de um hóspede satisfeito. Exemplos do tipo havia outros e ainda maiores. Não era uma decisão assim simples. Tinha que ser bem pensada, pra não alcançar uma quantia que parecesse ridícula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sair do restaurante, o homem veio em sua direção. Puxou conversa sobre o almoço, antes de abrir o portão da garagem. Adentraram. Pouco antes de entrar no carro, enquanto entregava a gorjeta habitual destinada aos guardadores de carros, o “doutor” se aproximou o suficiente para que pudesse segredar ao guardador:&lt;br /&gt;- Estou praticamente falido!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-2096821901321629318?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/2096821901321629318/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=2096821901321629318&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/2096821901321629318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/2096821901321629318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2008/03/o-ex-falso-doutor.html' title='O falso ex-&quot;doutor&quot;'/><author><name>Roman</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-61229600716202960</id><published>2008-01-30T16:29:00.000-02:00</published><updated>2008-01-30T16:31:42.270-02:00</updated><title type='text'>Forma.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Se a forma e o esquema&lt;br /&gt;são a luz de um poema&lt;br /&gt;isso, por norma,&lt;br /&gt;não se traduz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o sentido,&lt;br /&gt;por funda sonora verdade,&lt;br /&gt;é sempre bonito, na real não importa&lt;br /&gt;se na minha língua&lt;br /&gt;ou na tua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o gosto do beijo que é bom&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;na minha boca ou nas duas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-61229600716202960?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/61229600716202960/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=61229600716202960&amp;isPopup=true' title='17 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/61229600716202960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/61229600716202960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2008/01/forma.html' title='Forma.'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-4453726964142858730</id><published>2008-01-30T16:09:00.000-02:00</published><updated>2008-01-30T16:13:21.763-02:00</updated><title type='text'>E Tem Mais...!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O desenvolvimento tecnológico do qual hoje usufruímos e que resume a totalidade real de nosso progresso como espécie, resultou do abandono gradual da religião como monitora de nossa filosofia, arte e ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nos referimos ao fato de que progredimos mais técnica e industrialmente do que espiritual e socialmente, evitamos tocar no óbvio. Não avançamos no terreno social e espiritual, naquilo que isso tem de convivência harmônica de grandes grupos humanos ou de simples relacionamentos individuais, simplesmente porque nestes assuntos ainda não abandonamos as religiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso progresso moral, social e individual, ainda é cerceado pela crença tola e estúpida de que existem rituais a cumprir para merecermos uma vida além da morte. Vida essa que não se comprova, mas que absurda e religiosamente é propagada de pais para filhos, como se não tivéssemos vindo para viver, mas simplesmente morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A educação da maioria dos seres humanos ditos civilizados começa pela instilação covarde de uma mentira, que se algum dia teve lugar no desenvolvimento da espécie, já não tem mais. É só estorvo. Como o foi para as ciências exatas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamo a atenção, quando se diz acertada e cinicamente que o homem é um animal inviável, deve-se também levar em conta que tudo o que temos para observar é uma manada que já na infância foi mutilada espiritualmente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É isso. Só precisamos mudar as bases de nossa civilização, e de qualquer das atuais, e tudo melhora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-4453726964142858730?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/4453726964142858730/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=4453726964142858730&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/4453726964142858730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/4453726964142858730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2008/01/e-tem-mais.html' title='E Tem Mais...!'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-1116502868556343622</id><published>2007-09-09T09:13:00.000-03:00</published><updated>2007-09-09T09:21:31.943-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teus filhos não te seguem e nem os meus a mim,&lt;br /&gt;estes meninos e meninas&lt;br /&gt;que são a nossa cara, como nós de seus avós,&lt;br /&gt;alcançarão manhãs que não veremos e aceitarão o futuro,&lt;br /&gt;qualquer que ele seja,&lt;br /&gt;no instante exato em que escapando de nossas garras,&lt;br /&gt;já senis e impotentes, cair em suas mãos ansiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem de ser assim, mas vai acontecer,&lt;br /&gt;há muito que as gerações que se sucedem herdam uma realidade ruim&lt;br /&gt;e, na medida de suas capacidades, inspiração e técnicas,&lt;br /&gt;a tornam um pouco ou um muito pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pobre juventude,&lt;br /&gt;o futuro que nos permitimos preparar&lt;br /&gt;vai atingi-los em cheio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que desculpa dar,&lt;br /&gt;o que responder a quem herda um ninho quebrado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao menos um caminho a não seguir,&lt;br /&gt;um livro de erros a não cometer, mas não, nem isso...&lt;br /&gt;Mentindo, inventando progredir, escrevemos a história&lt;br /&gt;omitindo nosso fracasso em simplesmente existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que um Deus nos tivesse encarregado da Terra,&lt;br /&gt;a responsabilidade seria nossa,&lt;br /&gt;mas por que cuidar de um jardim do qual seremos expulsos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta que o colapso de nossa civilização&lt;br /&gt;pode não significar o fim da humanidade&lt;br /&gt;e certamente não o será da vida que vai seguir sem nós,&lt;br /&gt;aqui ou em qualquer lugar do universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a.sisson)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-1116502868556343622?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/1116502868556343622/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=1116502868556343622&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/1116502868556343622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/1116502868556343622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2007/09/filhos.html' title=''/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-4086070966050307026</id><published>2007-02-12T10:14:00.000-02:00</published><updated>2007-02-14T12:27:18.889-02:00</updated><title type='text'>Pensamento avulso</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;Os únicos serão os primeiros.&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-4086070966050307026?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/4086070966050307026/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=4086070966050307026&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/4086070966050307026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/4086070966050307026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2007/02/pensamento-avulso.html' title='Pensamento avulso'/><author><name>Roman</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-116614889214839260</id><published>2006-12-15T00:10:00.000-02:00</published><updated>2006-12-15T07:21:45.216-02:00</updated><title type='text'>Associacionismo</title><content type='html'>Quando a viu, tentou não a ver. Fixou os olhos através do vestido transparente que deixava o contorno das pernas à mostra contra a claridade, e tentou enxergar o que não era ela, porque as curvas feitas sombra arrastou o seu cérebro. Só depois elevou os olhos e atinou que havia mais a desfrutar no andar de cima. Os seios, semi-cuias, ameaçando saltar para fora da camisa de seda e também o rosto. “Linda!”, pensou. Seguiu-a com os olhos, segurando-se para não segurá-la e agarrando-se em escrúpulos, para não agarrá-la. Quando ela sumiu na esquina, tornando-se um vapor em sua memória, exclamou mentalmente num tom de quase desespero: “Com uma mulher dessas e um pacote de bolachas Maria, dá bem para passar uma tarde”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-116614889214839260?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/116614889214839260/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=116614889214839260&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/116614889214839260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/116614889214839260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/12/associacionismo.html' title='Associacionismo'/><author><name>Roman</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-116576679503078199</id><published>2006-12-10T14:04:00.000-02:00</published><updated>2006-12-10T14:07:38.633-02:00</updated><title type='text'>O fim da poluição</title><content type='html'>É fácil resolver o problema da poluição no mundo.&lt;br /&gt;Basta baixar uma lei mundial, nos moldes da que existe para carros em SP: num dia, podem respirar as pessoas nascidas em mês par, no outro as nascidas em mês ímpar. Em apenas dois dias está resolvido.&lt;br /&gt;Clara que, como sempre, haverá aqueles que tentarão burlar a lei.&lt;br /&gt;Para estes, pena de morte. Por suicídio, para evitar que a sentença não seja executada por falta de carrasco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-116576679503078199?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/116576679503078199/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=116576679503078199&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/116576679503078199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/116576679503078199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/12/o-fim-da-poluio.html' title='O fim da poluição'/><author><name>Roman</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-116568299989861382</id><published>2006-12-09T14:27:00.000-02:00</published><updated>2006-12-10T14:22:10.240-02:00</updated><title type='text'>Conto desconexo</title><content type='html'>Levantou na hora de sempre: a hora de ir à escola.&lt;br /&gt;Foi ao guarda-roupas e constatou algo estranho: não havia camisetas disponíveis, apenas moletons. Intrigado, ficou imaginando o que houvera. Então, deu-se conta de que estava em férias. Intrigado ficou, tentando desvendar a ligação entre as férias e o desaparecimento das camisetas. Sem encontrar nexo causal, vestiu um moleton, pegou a mochila de livros e rumou pra escola.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-116568299989861382?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/116568299989861382/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=116568299989861382&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/116568299989861382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/116568299989861382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/12/conto-desconexo.html' title='Conto desconexo'/><author><name>Roman</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-115659863019495196</id><published>2006-08-26T10:23:00.000-03:00</published><updated>2006-08-26T10:26:12.256-03:00</updated><title type='text'>(In)certeza</title><content type='html'>Se da razão era o dono,&lt;br /&gt;indagavam noite e dia:&lt;br /&gt;por que não subia ao trono?&lt;br /&gt;por que tanto discutia?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-115659863019495196?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/115659863019495196/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=115659863019495196&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/115659863019495196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/115659863019495196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/08/incerteza.html' title='(In)certeza'/><author><name>Roman</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-115610802831199289</id><published>2006-08-20T18:04:00.000-03:00</published><updated>2006-08-20T18:07:08.330-03:00</updated><title type='text'>Alguns Pressupostos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem entrar em generalidades como pactos sociais, grandes movimentos, decisões ou  o que quer que seja de muito gigantesco, geral ou atinente a espécie, somos todos grandes mentirosos. O amor à opinião dos outros obriga a maioria. Mentiras sobre felicidade no casamento, uma pequena omissão nas conseqüências trágicas daquele porre portentoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem gosto tanto assim de vinho, mas quantos podem tomar um sei lá o quê safra tal? Ou o carro que uns poucos têm? E que tal se sentir membro de uma comunidade de intelectuais incompreendidos por um tempo néscio e medíocre: um raro? E ser considerado um artista? E o orgulho de “se eu quisesse eu seria”, escondendo o medo de provar, sem a menor sombra de dúvida e para si mesmo, que não é? O “só não faço porque não quero”, “não acho certo” ? Puá... E os que são a nata dos diferentes? Tão independentes que só não se permitem ser iguais e exatamente nisto são cópias dos piores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De muito inferior posição na escala moral ou social, sinto-me à vontade para aceitar isso em mim sem que me obriguem e, principalmente, culpa alguma. E a ninguém responsabilizo. Minha preocupação quanto ao bem estar do próximo se restringe aos muito próximos afetivamente ou aqueles cuja existência me faz agrado. O que é válido para a moça da mercearia ou para o dono da padaria. Mas sim! Muito ruim que estejam matando tanto por lá, mas quem preferiria que fosse por aqui?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; Oh! Que horror! Guerras por todos os lados! Mas, pô pessoal, gente guerreia... basta um líder. E há os que clamem por um destes prebostes do altíssimo batendo com a própria individualidade e independência orgulhosamente no peito. Patético. Patético e monótono.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-115610802831199289?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/115610802831199289/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=115610802831199289&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/115610802831199289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/115610802831199289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/08/alguns-pressupostos.html' title='Alguns Pressupostos'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-115462298446180893</id><published>2006-08-03T13:33:00.000-03:00</published><updated>2006-08-03T13:36:24.486-03:00</updated><title type='text'>Pura Perda.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença do trinta e oito engatilhado, a respiração nervosa e entrecortada do assaltante o faz tremer. Difícil acertar a combinação do cofre. Suor frio. Essa merda não abre. Calma. O cofre abre. O tiro entra pela nuca. Muito sangue e agora parte dos miolos são o único conteúdo do cofre. A queima roupa o refluxo do sangue respinga tudo, está coberto de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Merda. Um assassinato por nada. Não  tinha ficha policia e agora está nessa roubada. Um crime de morte. Não pensou nada, a arma disparou por descuido e nervosismo. Ficar calmo. O prédio é de muito movimento. O ruído do disparo não deve ter chamado atenção. Da porta se vê o corpo, o escritório é pequeno. Vai até a porta. Ninguém no corredor. O elevador dá sinal e para, um homem e uma mulher. Despedem-se, o homem vem em sua direção, a mulher volta para o elevador e desaparece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem pergunta pela pequena joalheria. Ele aponta o letreiro na porta: Jóias Pamb. Deixa que o homem passe. Entra atrás e fecha a porta. Está lúcido. Domina o recém chegado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo incomoda. O cheiro do sangue, o cadáver esvaziado de merda e mijo. A situação escrota. A informação errada, o cofre vazio, o crime por nada. Os edifícios à frente não têm boa visão do cubículo. Apenas uma sala e o banheiro. Uma janela para os edifícios, outra no banheiro para o poço de ventilação do prédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem tem a mesma estatura, pouco mais alto. Limpa-se o melhor possível e força a troca de roupa com o refém que só trata de obedecer e pedir calma. Ficou fácil. Examina os bolsos. Pouco dinheiro. Documentos. Livra-se dos documentos no poço do prédio e conserva os seus. Uma identidade falsa que vai ter de inutilizar. Pena, gostava de ser Prof. Engenheiro Humberto Roman. Liga para a polícia. Assalto com tiros na galeria Empty Panellieri. Quinto andar. Joalheria Pamb.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observa a rua e aguarda. A polícia chega. Apenas um carro. É pouco. Atira várias vezes na viatura. Pânico. Correria. A demora usual das unidades de resposta rápida e está cercado. Atiradores de elite, ambulâncias, imprensa, a festa toda. Liga para a polícia, informa do refém. Desconfia da polícia e exige se entregar ao exército. Um prato para a mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espera. O telefone toca. Atende. Um comandante do exército. Diz que vai se entregar e interrompe com ruídos simulando luta. Deixa cair o telefone sem desligar. Sempre derrubando coisas, traz o refém até perto do telefone, abraça-se a ele e atira no coração, à queima roupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Completamente descontrolado, aos gritos, alcança o telefone e continua berrando “eu o peguei, eu o peguei”, começa a soluçar e corta a ligação.  Arruma o que falta, arma na mão deste segundo morto numa posição possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Treme descontroladamente e chora muito. Impossível falar. Ensangüentado em estado de choque, é levado para o hospital. Identificado como o refém que dominou o assaltante é deixado para descansar antes mesmo de ser interrogado. Desaparece.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não vai voltar a cidade. No aeroporto lê sobre o caso que já não tem o mesmo destaque dos primeiros dias. O estardalhaço inicial fez com que seus contatos desaparecessem. Dois assassinatos. Pura perda.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-115462298446180893?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/115462298446180893/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=115462298446180893&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/115462298446180893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/115462298446180893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/08/pura-perda.html' title='Pura Perda.'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-115454961173867384</id><published>2006-08-02T17:11:00.000-03:00</published><updated>2006-08-02T17:13:31.756-03:00</updated><title type='text'>O Morto.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O cara estava ali. Os corpos também. Não sabia porque os tinha matado, apenas mais um serviço bem feito. Mãos amarradas, pouca confusão. Sacos de plástico na cabeça, um tiro na têmpora de cada um. O espirro de sangue fica quase todo no saco. Trabalho limpo. Retira a pasta, troca o conteúdo e elimina os sinais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apaga a luz e sai, fecha a porta do escritório. Advocacia, Testamentos e Espólios. Dr. Erny Junior e Dr. Luiz Felipe Martins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A riqueza lhe tinha vindo na adolescência, com os pais ainda vivos, quando da descoberta do petróleo no campo e morria ainda mais rico. Nasceu e cresceu matuto e morrerá matuto, mas tem filhos. Muitos casamentos. Explorado por todos. Não tem educação, mas todos a sua volta sim. Proveu bem a todos. Todos longe. O suficiente para esbanjar a fortuna de forma planetária. Sente que todos o desprezam. Retira-se para a mansão no campo original. O campo devastado, as máquinas, as bombas de petróleo. É onde passa os últimos anos. Morre sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixou testamento. Uma nota é encontrada, dirigida a toda a família:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Senhores,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Resolvi não deixar descendentes. Contratei a morte de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Atenciosamente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O morto.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui é que começa a história, como todos têm imaginação, mas o talento de contar histórias me falta. Fica com vocês imaginar como o velho armou essa e como os parentes vão morrendo e tentando se defender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-115454961173867384?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/115454961173867384/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=115454961173867384&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/115454961173867384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/115454961173867384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/08/o-morto.html' title='O Morto.'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-115411553162129513</id><published>2006-07-28T16:30:00.000-03:00</published><updated>2006-07-28T21:02:17.273-03:00</updated><title type='text'>Anotações sobre o Deus Posterior</title><content type='html'>Um Deus Posterior. Por que não?&lt;br /&gt;Isso deveria ser colocado na agenda da comunidade científica, bem assim como foi dito: trazer à luz alguém com bondade, sabedoria e poderes superiores, para salvar da morte aquilo que se originou de vapor d'água, metano, amônia e hidrogênio: os aminoácidos primitivos, que ganharam a capacidade de se locomover e destruir o berço que os pariu. Talvez o item bondade nem seja necessário e, possivelmente, atrapalharia a missão. Certo que haveria rebeliões, insufladas pelos 4 cavaleiros do apocalipse. Na matrix haveria de se colocar também o mapa do caminho pelo qual o rebanho será conduzido. Porém, não há sentido em chegar; o caminho teria de ser infinito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-115411553162129513?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/115411553162129513/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=115411553162129513&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/115411553162129513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/115411553162129513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/07/anotaes-sobre-o-deus-posterior.html' title='Anotações sobre o Deus Posterior'/><author><name>Roman</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-115404569600195331</id><published>2006-07-27T21:10:00.000-03:00</published><updated>2006-07-27T21:14:56.016-03:00</updated><title type='text'>O Deus Posterior.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como estava falando outro dia, tenho absoluta certeza que a única forma de realmente trocar idéias, conversar, é por escrito. O sub-texto dos gestos deixa muito a desejar por demasiado sujeito ao falso e, no entanto, é largamente usado como o principal para o entendimento do que se fala ao vivo e a cores. Líquido, certo, morto e cinza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situações se conjuram e encontros sociais se tornam possíveis e cada um deles é uma história particular. Nunca nos encontramos, mas pelo menos um ambiente social freqüentamos. Um onde é possível conversar enquanto a dor nas costas permitir. Isso me lembra de não forçar. Continuo amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas falava sobre os encontros sociais. É bom manter uma certa coerência e, depois de várias taças de café, inúmeros cigarros e um teórico desjejum (que este escrever posterga) é até possível. Mas mais coerente é sobreviver, então é preciso  comer. O conjunto dos gestos necessário para a confecção do sanduíche já me daria assunto para muitas páginas. Para começar, sair da cadeira. Ir ao banheiro já está a se tornar imperioso, aproveitarei a interrupção para realizar a alimentação. Em diferentes ambientes. Passos e mais passos. O ruído da descarga lembrando que tem de abrir o registro para encher a caixa d’água e mais...  e mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei que não tem pão. Assim: uma constatação. Já não me enfureço com meu Alzaimher. A hora, que sempre corre quando escrevo, informa que o pão é desnecessário. Usualmente não almoço com pão.  Mas é só um outro problema. Diário. Alimentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida precisa de matéria. A matéria é o substrato da vida. A matéria precisa de energia. A energia é o substrato da matéria. A vida é o substrato de quê? Julgo eu que da consciência, daquela que falam as mais altas manifestações do budismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também nessa linha, mas bem mais amarga é a constatação óbvia de que a existência de nações, razão das maiores selvagerias, serviu maravilhosamente ao desenvolvimento  da espécie. Durante um tempo deu à humanidade um competidor na exata altura. Mas já começa a não servir mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única forma de controlar-se a proliferação exagerada e prejudicial é um comando único. Nenhuma tribo vai permitir que a outra seja mais poderosa, numerosa ou o que seja. Haverá um poder hegemônico sem a menor sombra de dúvida. Ou isso ou a espécie esgota o planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é necessariamente terrível ou sombrio, mas será catastrófico com absoluta certeza. Mais delírio: aquilo que se baseia na vida - a consciência - dá tanto valor a vida quanto nós a matéria. É tudo a mesma coisa. Só tem que continuar existindo e servindo. Interessa aos “quantos”, não aos “quais”.  Na onda budista é possível alcançar fazer parte desta consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impossível continuar escrevendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já refeito dos efeitos diuréticos do café, alimentado e já percorrida a tarde em inúmeros não fazeres, voltei. Entre uma e outra coisa que não tinha de fazer, mas acabei por fazer, disso alijando o amanhã, alucinei por outros ângulos do problema humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerado o disponível tecnologicamente quanto a conforto e segurança física, nada há a desejar (esquecendo outros devaneios de vida eterna e saúde perfeita). Não se fala da distribuição disso, não é possível e nunca o será já nos níveis atuais de população. Do bem bom pra todo mundo já não é possível e, pior que isso, o meio ambiente deteriora a olhos vistos para todos agora, já, na cara de todos.  Ninguém gosta de falar nisso e nem é do interesse da casta dominante que o resto se dê conta disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já lá no outro delírio anterior: pode que esta consciência, que se apoiaria na vida como esta evidentemente se apóia matéria, precise só de espécies conscientes e tecnologicamente capazes. Surge quando estas espécies aparecem. E também evolui. O Deus Posterior. Não criou a vida, veio depois. Precisa só que existamos, os assuntos dela são outros. Como nós sobre a matéria, também aprende a manipular seu suporte da melhor forma para ela, não para nós. Somos só vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-115404569600195331?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/115404569600195331/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=115404569600195331&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/115404569600195331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/115404569600195331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/07/o-deus-posterior.html' title='O Deus Posterior.'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-115382739901827834</id><published>2006-07-25T08:30:00.000-03:00</published><updated>2006-07-25T08:37:46.740-03:00</updated><title type='text'>Palavras</title><content type='html'>Escrever é bom, porque as palavras não fogem.&lt;br /&gt;Quer dizer, às vezes elas fogem. Aí, escrever é ruim.&lt;br /&gt;Mas não por muito tempo, porque é fácil parar de ver as palavras fugirem.&lt;br /&gt;Basta deixar os dedos quietinhos. Então, as palavras vêm (de curiosas) ver o que se passa e... ZAP! A gente pega e gruda elas por dentro do monitor.&lt;br /&gt;Palavras grudadas ficam paradinhas e não fogem mais.&lt;br /&gt;Parecem mortas. Algumas até estão, mas não todas.&lt;br /&gt;Palavra morta é triste.&lt;br /&gt;Palavra paradinha que tá viva é diferente. Ela fica ali, como quem não quer nada, se fazendo de morta, até que ZAP!, prende o pensamento de alguém.&lt;br /&gt;Às vezes não solta nunca mais.&lt;br /&gt;Noutras, se distrai e aí quem foge é o pensamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-115382739901827834?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/115382739901827834/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=115382739901827834&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/115382739901827834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/115382739901827834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/07/palavras.html' title='Palavras'/><author><name>Roman</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-115355900396334016</id><published>2006-07-22T05:58:00.000-03:00</published><updated>2006-07-22T06:03:23.976-03:00</updated><title type='text'>Assuntos.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não achei título melhor e esse texto vai diferente, faço antes. É comum. Muito mais o escrever me dita que dirijo a cena. Bem como delirar numas quaisquer. Em vez de estar discutindo com o patrão coisas que nunca vai ter sequer a possibilidade de falar, tal a dimensão da não realidade em que a maioria dos “ditos” pensamentos transcorre, a criatura poderia estar escrevendo e erguer o próprio patíbulo enviando por carta. Depois tenta salvar algum processando o patrão ou publicando como estudo sociológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte da vida cotidiana, por calma que seja, se passa num ambiente que para a maioria dos observadores, mesmo urbanos, é de uma mesmice enganadora. Se cada um examinar seus pensamentos enquanto os está tendo (e é possível, tu sabes que estás lendo e que estás lendo a mim e etc e tal*), no ato de responder ao quitandeiro com a ladainha de sempre, mas pensando cada vez coisa diferente, vai verificar imensa riqueza de detalhes e em se dando conta disso aumentar essa cota. Podendo inclusive se massacrar com muito mais preocupações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que esqueça definitivamente o que é o asterisco, é o seguinte: podemos assistir o que estamos pensando, mas isso se dá ( tenho essa impressão ) através da intervenção de um controlador que interrompe o fluir, bom ou nefasto, e o considera. Acredito que tornar essas interrupções o mais freqüentes possível seja o que essa montanha de livros de auto-ajuda quer dizer com “tornar-se consciente”. É simples e não tem picas com parapiscologia, holismo, metafisicismo ou que tais. Sendo que deste último adjetivo só sei que Adibharma o tinha e isso segundo Augusto dos Anjos, que eu mesmo não conheço nenhum dos dois. Nem metafisicismo nem Adibharma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, retomando, esse tal controlador, em se dando conta da barbaridade que se está pensando, pode escolher continuar nela ou carregar outro assunto. Qualquer o assunto imaginado, qualquer a solução, o circo que se deseje, as coisas sempre se realizam de outra maneira. A maioria das vezes, nem sempre, pensar, quando não é concentrado num problema específico e de variáveis claramente conhecidas, é inútil, cansativo e, como tal, prejudicial. Um saco. Olhar é muito melhor.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-115355900396334016?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/115355900396334016/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=115355900396334016&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/115355900396334016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/115355900396334016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/07/assuntos.html' title='Assuntos.'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-115319088341129638</id><published>2006-07-17T23:44:00.000-03:00</published><updated>2006-07-17T23:48:03.433-03:00</updated><title type='text'>Atalaia II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demos um jeito na porta com alguns pregos prendendo a tranca da fechadura. O marco da porta ficou destroçado pelo arrombamento. Comer algo. Queijo cozido na brasa de latas de muito antigamente qualquer coisa e cerveja. Carnaval rolando em volta. Duas pessoas por metro quadrado por quilômetros de praia e dezenas de trios elétricos e bares, todos com o som a milhão. Perto de qualquer deles se entendia alguma coisa, mas a concentração de bêbados por metro aumentava insuportavelmente. Cantores atiravam camisinhas na platéia, a farta. Impossível fazer qualquer coisa que não entrar na onda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É para baixo? Estou nessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A farra só amainou uma semana depois. Culpa do Carnaval. Naquele tempo a ressaca ainda era suportável. Comecei a conhecer o terreno, a firma que tinha contratado a informatização da prefeitura. Um aplique nojento gerenciado por um crápula que, entre outras coisas explorava a própria família num restaurante onde a mãe era cozinheira e os irmãos o restante do pessoal. Todos por casa e comida que, afinal, tinha montado o negócio para que eles pudessem viver, mas o lucro era dele. Contou como “o” samaritano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei com o barco andando, máquina instalada e o sistema quase pronto. Entrei com  uma proposta de aditamento do contrato com a prefeitura para aumentar o dreno, mas não rolou. Ajudei muito pouco. Era vez do Mano trabalhar e alguém tinha de tratar da gênese das confusões que em seu tempo eram o fito, a essência da Coluna Merdas. Foi a primeira experiência de viver na praia. Trago liberado e tempo para exercer o talento em encher a cara e aprontar merda. Eu, o galego irmão do gaúcho, fazendo picas, patrocinando cerveja, cheio de prostituta bonita pra namorar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mais na lida da sede que da fome, estive em orgias que não lembro, fiquei noivo várias vezes (uma gravemente, de uma menina filha de uma família de feirantes em Feira de Santana, menor de idade e doidinha por um galego-look nos filhos). Mas os desastres de pouca monta foram bem divertidos e às suturas necessárias hoje falta a dor associada. Dá para brincar de contar e eu gosto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-115319088341129638?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/115319088341129638/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=115319088341129638&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/115319088341129638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/115319088341129638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/07/atalaia-ii.html' title='Atalaia II'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-115300437514157104</id><published>2006-07-15T19:55:00.000-03:00</published><updated>2006-07-15T19:59:35.170-03:00</updated><title type='text'>Atalaia.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É praia, é mar e não é civilizado. O ar limpo, azul alvejante, um sol mortífero. Carnaval. Acabavam trinta e seis horas de ônibus São Paulo – Aracajú. Eu um destroço fedido, mal dormido e fugindo de São Paulo. Táxi. Casa do Mano. Praia de Atalaia. Oito da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo piso. Campainha. O mano inteiramente nu, borracho tresnoitado, tendo atrás de si, na sala, quatro casais enovelados e também nus, encontrando um motivo excelente para continuar na faina da orgia. A Gel chega do quarto, também nua e me beija. Vestem-se e saímos para a Toca do Coelho, um quiosque na areia. Nove e pouco. Vodka e cerveja. Não vou longe e tenho de dormir. O apartamento é enorme, na sala já não há ninguém. Meio dia e já tem trio elétrico na praia. O bar Calango, ao lado já tá na função. Apago bebaço e com comprimidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo sendo coberto de porradas pelo Mano que tendo saído para beber mais, na volta encontra a porta arrombada. Gritos, confusão, a Gel grudada nele, não entendi nada. Mas algo faz barulho na cozinha. O ladrão voltava para buscar mais. Mais pancadaria, desta vez no meliante. Apanhei porque o Mano, ensandecido pelo trago, pensou que eu havia arrombado a porta para sair, mas estava dentro. Depois mais carnaval, uma coisa. Há um tempo de beber e um tempo de se arrepender disso, mas o melhor é verificar que escapei e contar é divertido. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-115300437514157104?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/115300437514157104/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=115300437514157104&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/115300437514157104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/115300437514157104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/07/atalaia.html' title='Atalaia.'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-115268943301691606</id><published>2006-07-12T04:23:00.000-03:00</published><updated>2006-07-12T04:30:33.040-03:00</updated><title type='text'>Coisa de Fila.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não afirmo que este ou aquele assunto são meus preferidos porque posso escrever com total impropriedade sobre qualquer assunto e isso diverte a mim e a ti por igual, apenas de diferentes maneiras. Posso até ter pensado nisso numa fila, mas agora não estou lá e tu podes estar. Azar o teu. Ou quase isso. Fila só é chato se alguma angústia te acossa. Fora isso e incômodos posicionais que até podem ser usados como exercícios, fila pode ser um lugar útil. Mas claro que não para aquele merda que passa a reclamar de tudo como se para tudo tivesse solução e sua intervenção tornasse a ambiente melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento de que tem que expressar o descontentamento vem bater em cheio com um pesado: burrice pensar que melhor atendimento, por muito melhor que seja, vai resolver e que um dia filas não existam mais. Que loucura é essa? Quem tão burro? As cidades por implosão inespecífica ficarão menos populosas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma incontrariável pressão impulsiona os acontecimentos importantes na evolução de qualquer espécie: o aumento do número de indivíduos até o possível no nicho ecológico considerado. Tal o tal equilíbrio da natureza. Lentíssimo no ajuste. Nós temos séculos, ela tem eras. Sem um mecanismo de ajuste as contas serão feitas na marra e até que a espécie aprenda, os sobreviventes, se possíveis, viverão dos restos da tentativa anterior. Sorte sermos da primeira leva. Para nós a Terra ainda é bonita. Mas já foi mais e o aumento indispensável da produção de energia e alimentos não vai reverter o processo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para elevar o padrão de vida de todos até a média, considerado o nível de consumo europeu, já seriam precisos 2,1 planetas. A solução virá, mas a se concretizarem as tendências totalitárias de hoje, será necessariamente canalha, drástica e estúpida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-115268943301691606?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/115268943301691606/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=115268943301691606&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/115268943301691606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/115268943301691606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/07/coisa-de-fila.html' title='Coisa de Fila.'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-115077112754154437</id><published>2006-06-20T04:03:00.000-03:00</published><updated>2006-06-20T13:40:28.660-03:00</updated><title type='text'>Ecos urbanos</title><content type='html'>“Vai fiadaputa, vai!”&lt;br /&gt;O grito continha uma dose de ódio incutido e saiu voando pela janela, no exato instante em que eu acomodava meu pequeno de ano e meio no balanço.&lt;br /&gt;Depois, foi um “Aaaaaaaaaahhhhh!” que ricocheteou na laje do pátio e veio bater com força em meu ouvido. Existem gritos que falam, que carregam fatos consigo e este era um deles.  Na verdade, não era um apenas, eram centenas vindos em ondas, ecos urbanos, nos mais variados tons, saídos de todas as janelas. Então, apanhei o menino no colo, passei ao largo da churrasqueira que servia de berço ao carvão ainda apagado e subi para me inteirar dos fatos. O que acontecera era absolutamente certo, mas o “como” continha dúvida. Fiz minha aposta em base sólida: “Vai fiadaputa, vai!” Era uma voz de mulher, uma mulher com ódio.&lt;br /&gt;_____&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente pensa e diz e ouve que a imprensa é inconstante e torna leviana a opinião do público. É fato puro. O amor de hoje é a aversão de amanhã. Basta um comentário, uma entrevista e uma piada, tudo vira quase nada. Pensava nisso, quando passei pela porta do elevador, mantida aberta pela mão do engenheiro que ia comigo ao encontro dos detalhes. Num cruzar de olhos percebi que estávamos de acordo. Éramos irmãos na aposta de quem deveria ir e de fato, como se ouvia, fora.&lt;br /&gt;_____&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tiros que se perdem e há tiro e queda. Quando tomei ciência do que ocorrera, vi que acertara na mosca. Ele participara da manobra, não como executor do tiro fatal, mas preparando o fuzilamento. Ronaldo Nazário era o safado, o filho da puta. “Vai, (gordo) fiadaputa, vai!”, era o xingamento para que fizesse algo proveitoso aquele inútil. Ele serviu Adriano. Adriano meteu na rede da Austrália.&lt;br /&gt;_____&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado como aleijado, por aposta pessoal de Luiz Felipe Scolari, Ronaldo tornou-se o maior jogador da Copa de 2002. Com mais três gols, torna-se o maior goleador da história dos mundiais. Dificilmente conseguirá alcançar a marca nos jogos que ainda faltam para a seleção brasileira. Esta arrisca cair vítima de si mesma. Mas Ronaldo Nazário merece respeito e terá minha torcida na busca do recorde. A cada gol dele, se houver, não vou gritar (que o menino repete tudo que ouve), mas vou sair pensando pela janela, até bater no teto da vizinha: “Arre, filha da puta!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-115077112754154437?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/115077112754154437/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=115077112754154437&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/115077112754154437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/115077112754154437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/06/ecos-urbanos.html' title='Ecos urbanos'/><author><name>Roman</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-115017025132844640</id><published>2006-06-13T00:40:00.000-03:00</published><updated>2006-06-13T18:13:40.643-03:00</updated><title type='text'>Homo supra sapiens irrationalis</title><content type='html'>Era uma vez um bode que disse:&lt;br /&gt;- Quando a mentira nunca é desvendada, quem está mentindo sou eu.&lt;br /&gt;Em seguida o leão disse:&lt;br /&gt;- Se o bode for um mentiroso, o que o dragão diz também é mentira.&lt;br /&gt;Por fim o dragão disse:&lt;br /&gt;- Quem for capaz de desvendar a minha mentira, então, ele estará dizendo a verdade.&lt;br /&gt;Qual deles está mentindo? O paradoxo de Epimênides leva a uma série de conexões que levam a conclusão nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-.-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase assim também é a lógica de certos exemplares, que se querem especiais, mas soçobram no mar ilógico que vomitam. É indigente o pensamento parido pleno de enfeites, mas bamboleante na lógica. O uso de adornos tem a serventia de esconder-lhe os aleijões. Indigentes metidos a sabichões, isso e' o que são. Nem uma vírgula menos. Se a maioria de uma espécie tem determinado comportamento, aquele é um comportamento da espécie. Simples e óbvio. Nem uma vírgula mais. E, se a espécie por acaso é a humana, é bem aí então que a capacidade neural do propositor se apresenta completamente nua. Pode não ser humano um comportamento da maioria da espécie? Quem quiser se excluir do time, que se exclua. Por mutante, excêntrico, o que for... Mas nunca por mais humano. E muito menos por &lt;i&gt;supra sapiens&lt;/i&gt;. Por favor, se é para serem ridículos, que tomem as vestes dos seus pensamentos capengas e se cubram com elas. Nus, são dignos de riso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-115017025132844640?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/115017025132844640/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=115017025132844640&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/115017025132844640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/115017025132844640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/06/homo-supra-sapiens-irrationalis.html' title='Homo supra sapiens irrationalis'/><author><name>Roman</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-114892982902414345</id><published>2006-05-29T16:08:00.000-03:00</published><updated>2006-05-29T16:10:29.036-03:00</updated><title type='text'>Atenção.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nossa atenção via de regra está dividida entre vários pensamentos, cada um atual e momentâneo e tão absorvente como se à instantes atrás não estivéssemos pensando em outra coisa, igualmente cabal. Um bom exemplo disso são os teus pensamentos agora: estou lendo, do que esse cara está falando, está bom, flui, não entendi nada, diabo de criança barulhenta, vizinho chato, que bom um troço para ler (mais no caso de livro que écran é um saco, só textos curtos)... Enfim, isso que te vai pela cachola...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois baseado nisso, no nicho que já ocupei entre os diversos assuntos que disputam a tua atenção, dá para estabelecer uma linha de comunicação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tendo a tua atenção resta o que fazer com ela, mas isso, claro, é outro assunto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-114892982902414345?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/114892982902414345/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=114892982902414345&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/114892982902414345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/114892982902414345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/05/ateno.html' title='Atenção.'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-114604111767829650</id><published>2006-04-26T05:41:00.000-03:00</published><updated>2006-04-26T05:54:26.190-03:00</updated><title type='text'>A Síndrome da Primeira Página.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando conseguir reunir número significativo de incoerências, terei escrito mais um livro. É essa a idéia da coisa. Escritores expõem seus pensamentos. É o que farei, mas não sou coerente. Tramas surgem e desaparecem sem ranço inspirado. Sem significados ocultos outros que algum sub texto mais elegante e pretensioso. Os todo-amados trocadilhos em farta e ao enfaro. Está valendo qualquer recurso para continuar com tua atenção presa até que me lembre o que tencionava escrever, mesmo que seja uma bobagem das grandes. O que até prefiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levo sobre ti a enorme vantagem de que existe tempo entre um parágrafo e outro. Em compensação, não me respeitas e interrompes quando entendes. Premências do mundo exterior onde existo como referência por um ou outro papo mais absurdo, um dito mais estúpido, um comportamento social agudamente estranho. Essas coisas. Tu então... existes como pretensão minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Investindo bem sério nesse lance de me portar socialmente de forma adequada, obter algum proveito em companhias, agrado em novos conhecimentos, tenho reparado que a maioria mente. Ninguém sabe realmente do que está falando. O ouvir dizer gera entendimentos pervertidos e até cruéis. Todos pretendem saber algo importante, de preferência escandaloso, da hora: a síndrome da primeira página.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suas próprias áreas de interesse profissional são, alguns, excelências, mas teimam em falar o que não sabem ou opinar estupidamente baseados em qualquer linha de abastecimento logístico de argumentos que, via de regra, tem origem na interpretação já distorcida que um ou outro cronista tem de um determinado fato, dentro de um contexto geral que é deformado ou simplesmente omitido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermann Hesse chamava esse nosso tempo de “época folhetinesca” em “o jogo das contas de vidro”. Qualquer um opina sobre qualquer coisa, entendendo ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, eu. Não entendo picas de política. Alguns podem e se orgulham em estar como arautos de uma farsa onde a catarse se dá através da queima do dinheiro da platéia. Para mim, tornar a participar disso, está fora de questão. Dentro ou fora do picadeiro. Mas adoraria dar palpite e como senhor absoluto e inquestionável do próximo parágrafo, vou arriscar um.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A copa do mundo será o momento político mais importante do ano. O que acontecer durante a copa vai determinar se o Lula segue ou não. E não vai ter nada a ver com o resultado dela, é só que as atenções estarão nela. Qualquer armação vai passar batida, porém... pode ser que não. De toda maneira, que bom assunto para uma mesa de bar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-114604111767829650?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/114604111767829650/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=114604111767829650&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/114604111767829650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/114604111767829650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/04/sndrome-da-primeira-pgina.html' title='A Síndrome da Primeira Página.'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-114459214217172513</id><published>2006-04-09T10:44:00.000-03:00</published><updated>2006-04-09T18:37:29.940-03:00</updated><title type='text'>O Inimigo Interno.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Essa deve agradar a gregos e goianos. Trata-se de um ridículo que, como não é teu, vai ser só divertido: “a mais alta manifestação da dor estética consiste essencialmente na alegria”. Li isso e guardei, não lembro de quem, talvez Novalis. Então é isso, volto, mais afeito a provocar uns sorrisos algo doloridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dúvidas a respeito de afetos e do que os motiva é humano e comum. Não creio que irracionais as tenham. Uma vez estabelecido o laço afetivo ele jamais será posto em dúvida enquanto a situação não exigir. Como esses bichos não raciocinam, não ficam inventando coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso chamou minha a atenção porque no distúrbio bi-polar essa área é profundamente atingida. O cara, e creiam que eu sei e me confesso, não consegue ter certeza se quem está com ele não o faz por alguma vantagem, não está só “se aproveitando” como todos os outros que já anteriormente provaram isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algum lugar já falei que os mais chegados são os mais atingidos, os mais feridos, os mais ofendidos. E é óbvio. É deles, pela proximidade, que o mundo (quando mau e cruel) se usa para massacrar, magoar, atingir, ferir, ofender. Mas nunca de maneira direta como ele faz, são insidiosos, fingem, atuam até em conjunto. Como o bi-polar já chateou tanto os amigos anteriores que estes tiveram de se afastar para não levar mais porradas (no ponto de vista deles, e com toda injustiça, agressões gratuitas) está provado que todos são traidores. Esse, todos, e mais os que virão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo de um louco é povoado por si mesmo. Existem ali as pessoas que justificam perfeitamente seu comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em geral o bi-polar tem defensivamente o maior orgulho de desprezar a opinião dos outros. Eles podem não gostar de mim, até lhe ofereço motivo... Depois se auto-explica: eu sabia que esse cara só queria se aproveitar... joguei na cara dele e se ofendeu... Pura burrice, loucura extremada! Faz isso normalmente, mas identificará em outros o mesmo procedimento delirante com absoluta nitidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É perfeitamente claro que a uma insinuação destas, mesmo um aproveitador vai reagir mal, pior ainda os injustiçados e isso fecha o círculo vicioso que, SE a fase maníaca não resultar em prejuízo material perceptível, a vítima vai esconder. Não só as fase maníacas, vai esconder que vive tenso e orgulhosamente sobrevivendo a própria paranóia num ambiente que ele mesmo se esforçou por tornar especialmente insalubre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O bi-polar comumente interpreta o sintoma maior da doença como inspiração, um barato pessoal do qual não vai abrir mão: estar empolgado (afinal não é isso o que todos queremos?). Se o fizer na presença de alguém vai sentir-se humilhado por ter tido essa "fraqueza" (esqueci de dizer que para esconder uma sensibilidade a flor da pele, desenvolvi um cinismo exacerbado do qual gosto e que não me abandonou com o tratamento. Aliás, só tive vantagens em todas as frentes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando ao cara que não se aceita. Qualquer sugestão de tratamento ou de existência do distúrbio é, se a situação social o permitir, ridicularizada. Vai mentir, vai proteger a possibilidade de ser quem gosta porque isso não faz mal. É, em grande parte dos casos, muito inteligente. Se não bebe até cair nem joga dinheiro para cima. É normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sacanagem é que muitas vezes o barato maníaco é o exercício descontrolado de um prazer, o maior deles: se sentir o máximo. Nesse ponto entra o raciocínio mais corrosivo de todos: se sou feliz assim não vou me privar disso, os outros que se fodam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tem detalhes. Primeiro que a situação “inspirado” existe independente da fase maníaca e é mais freqüente e mais produtiva. Pude perceber isso porque no meu caso o achar que podia fazer tudo resultava em dano materiais, pessoais ou não, gravíssimos. Não poderia continuar, a possibilidade de cura (apenas em função dos prejuízos, esclareço) me alegrou, ansiava por algo que fosse efetivo. Ainda assim, inconscientemente me sabotei várias vezes deixando de tomar a medicação, coisa compreensível dado o prêmio enorme que é o sintoma mais evidente da doença o delírio de “sentir-se capaz”. Nada contra isso, mas o sentir-me capaz também incluía beber. Não esperava não perder nada ou ficar tão melhor, queria apenas não morrer bebendo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-114459214217172513?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/114459214217172513/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=114459214217172513&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/114459214217172513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/114459214217172513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/04/o-inimigo-interno.html' title='O Inimigo Interno.'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-114426802117457782</id><published>2006-04-05T17:11:00.000-03:00</published><updated>2006-04-05T17:13:41.196-03:00</updated><title type='text'>Delírios.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Do momento em que levantei para estar aqui escrevendo, atendi às inúmeras solicitações que qualquer ato requer, nessas o assunto original costuma desaparecer. Mas desta vez resultou o suficiente para recuperar a linha geral do delírio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Rejubile-se. Optei pelo delírio mais ou menos livre. Se isso não interessa, pelo menos diverte. Uma curtição típica de aeroportos. Como fico deste lado da linha de produção dos acontecimentos, não tens nem o trabalho de pensar a bobagem, faço isso por ti. Embora a desordem em meus pensamentos, conversando face a face certamente o resultado total da comunicação, a um nível de troca de idéias, seria pior do que esse que  resulta de tua mudez inescapável. Tu não podes me interromper, nem mesmo para concordar. Tu só podes parar de ler. Mas em querendo conversar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles diálogos de romance... Impossíveis. E o fio da meada foi-se. Mas volto a insistir que sentei aqui com um propósito específico e tinha algo que pareceu intimamente ligado a nossa percepção das coisas. Algo que ligava o cosmo ao arroz com lingüiça cuja ingestão vou providenciar agora. Não estava ótimo, mas alimenta igual.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Espécies ocupam seu nicho ecológico através do número de indivíduos até um limite que “eras” regulam. Grande parte, senão a maioria das convulsões social resultou em sistemas que permitiram alimentar mais gente, procriar mais, mais rapidamente, mais eficientemente. O próximo drible no ajuste será criar gente em confinamento. Conforme  técnicas desenvolvidas no século passado, melhor que entrem no estábulo sorrindo. Vendo tv será melhor ainda. Transferência de renda cheira a isso, democracia implica nisso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-114426802117457782?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/114426802117457782/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=114426802117457782&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/114426802117457782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/114426802117457782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/04/delrios.html' title='Delírios.'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-114345896971680385</id><published>2006-03-27T08:27:00.000-03:00</published><updated>2006-03-27T21:58:14.263-03:00</updated><title type='text'>Mudança</title><content type='html'>Mudar: ato de coragem.&lt;br /&gt;Mas não creia que um cupim,&lt;br /&gt;largue seu campo de pinho&lt;br /&gt;e vá fazer o seu ninho&lt;br /&gt;num saco clean de serragem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-114345896971680385?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/114345896971680385/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=114345896971680385&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/114345896971680385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/114345896971680385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/03/mudana.html' title='Mudança'/><author><name>Roman</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-114327014979739591</id><published>2006-03-25T03:57:00.000-03:00</published><updated>2006-03-28T07:40:30.356-03:00</updated><title type='text'>Internamento Quatro.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como sentia, como estavam minhas emoções lá no manicômio é coisa que já não faço a menor idéia. É só um assunto engraçado, um causo que lembro sem a menor pena de mim. Não tenho nenhum problema, nenhuma angústia, nenhuma dúvida em relação a nada. Se não tenho certezas em função de que não servem para nada, porque haveria de guardar dúvidas? A maioria dos assuntos me passa como cenas de um circo. Talvez seja coisa do tempo de permanência ou características adquiridas por uma estrutura mental bastante irregular, mas até aqui operante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que explicava é que não represento, não sou um personagem. Se conseguisse ser um outro poderia criar personagens, mas não dá. O que pensava na época em que eventualmente tinha de ser trancafiado lembro bem como enredo, mas o que sentia já não posso recuperar. Descrever a dor não é senti-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem uns por ai que não gostam que acrescente sorte na mistura que compõe minha atual realidade quimicamente estabilizada, mas é impossível. Não confie na sorte, apóie-se nela, é uma espécie de lema para mim. A sorte segue heróis até que os mata, é outro. Não houve qualquer planejamento. Uma conspiração fortuita, tudo sempre se resolvendo pelo melhor, me trouxe aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não decidi desperdiçar uma teta política que só vem prosperando. Não houve opção moral, houve insanidade. Estava tão imprestável que nem para tirar proveito de um cargo público servia. Envolvido numa trama ridícula, fui convencido a nem aparecer mais e ser um funcionário fantasma em lugar de apenas inútil. Não precisava mais nem ir! Acreditei. Precisava. Dancei. Fui exonerado. E a sorte já começa por ai. Era uma miséria de grana, mas pingava todo o mês e eu me mantinha financeiramente coçando o saco e, de tempos em tempos, desaparecendo. Enchendo a cara por dias, às vezes semanas e, pelo menos uma vez, mais de mês. Emocionalmente destruído e psicótico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda faltava cavar mais um pouco e fui exímio no manejo da pá. (frase inesquecível das tantas que ouvi do Brochado: “a maneira de sair do buraco não é cavando”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei com o resto da grana em um negócio estúpido, comecei a viver do aluguel da casa onde hoje moro e, de uma pensão, fui para a quarta e espero última hospedagem numa clínica psiquiátrica. Seqüência de um porre de dez dias, depois do qual perdi por completo a capacidade de me comunicar. Estava consciente, andando mal por fraco, não por bêbado, mas não conseguia falar. Lembro que, tentando andar com um mínimo de dignidade rumo a Unidade de Desintoxicação, desabei. Cheguei juntado por enfermeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi a única vez em que tive delírios, mas a única com a noção exata da possibilidade de imersão completa naquela outra realidade e não conseguir escapar. Assustador e por isso mesmo muito fácil de esquecer. Melhor não abrir aquela porta, melhor nem chegar até aquele corredor. Ficarei longe daquela cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então tá. Entrei na clínica – o Maninho me achou - malito, malito. Um trapo, sangrando e com diversos ferimentos sem importância. Uma graça. Unidade de Desintoxicação(UD). Uma beleza. Eu e a escória. Eu &lt;strong&gt;&lt;em&gt;a&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; escória. Outra vez. Lá fora as inevitáveis besteiras, a conta no boteco e qualquer outro tipo de merda que na certa aprontei, esqueci e faço questão de não lembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O médico não conseguia entender minha insistência em que a causa não era o alcoolismo, que não era burro e que sabia que não podia beber e que... e que... enfim... não lembrava de ter começado. Não entendia porque tinha cometido um erro tão estúpido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo ter parecido ainda mais ridículo, supondo isso possível. Preso. A UD é uma espécie de cadeia: grades, colheres, nada de vidros, tudo tão velho que nunca  mais vai parecer limpo e gritos dos que ainda estão amarrados. Assim. Bem tipo presídio de filme nacional. E ali, impávido, na frente dele, a maior cara de ressaca, um dos internos mais recentes afirmando que não lembrava de ter começado a beber, nem por quê. Sim, mas de quê lembraria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante mais essa aventura hospitalar meu filho viria para uma competição de natação. Pedi para sair e ficar com ele por um dia. O que entendi da resposta do médico, Dr. Aristeu, e o que ela efetivamente foi não fecha. No dia marcado, fui pegar o visto de saída. Negado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, já por experiências anteriores, não tivesse a convicção arraigada de que enfurecer num hospício é péssimo negócio, teria quebrado a cara dele. Instantaneamente  compreendi tudo. Vi a conspiração. Era tudo uma farsa, estava preso para sempre. Incomunicável. Naquele tempo mantinha desafetos poderosos, tinha lancetado (justamente) um empresário em muita grana, envolvimentos políticos..., isso corroborava tudo. Estavam todos envolvidos, havia uma conspiração cósmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa  outra consulta, mais calmo, contei o delírio, um pouco mais de conversa sobre se esses delírios paranóicos eram comuns e quando, patati... patatá... e ele sacou, deu o diagnóstico, o remédio, a dosagem e uma vida nova. Dr. Aristeu, Clínica Psiquiátrica São José, São Jose, SC. Citá-lo e a clínica onde recebi excelente tratamento já em outras passagens, é o mínimo que posso fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas lá dentro o tempo não passa rápido. Na primeira semana foi primeira classe, teve até visita sexual. Depois, mais lúcido(ou menos), optei pelo SUS. Na merda, mais merda. Tudo de uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia intenção, mas uma estada nos escalões mais baixos da sociedade mostra bastante sobre uma realidade impenetrável para quem não esteve lá. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tagarelice é gostosa se o som da voz for legal, mas por hoje deu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-114327014979739591?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/114327014979739591/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=114327014979739591&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/114327014979739591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/114327014979739591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/03/internamento-quatro.html' title='Internamento Quatro.'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-114283213222077527</id><published>2006-03-20T01:55:00.000-03:00</published><updated>2006-03-20T02:27:36.493-03:00</updated><title type='text'>De se pensar</title><content type='html'>Se você fosse um mendigo de rua, iria fixar residência ou trocaria de endereço com freqüência? Se os restos de comida que lhe trouxessem fossem saborosos, isso seria motivo para fazê-lo abandonar a vida de nômade? A existência de um fornecedor de álcool sem mistura nas proximidades seria fator relevante para deitar raízes? E a mobília que você acumulasse poderia transformar-se num grilhão? Um mendigo tem questões complexas a resolver. Talvez por isso eles se reúnam em grupos e passem o dia discutindo. Depois, ficam se revirando no papelão e não deixam as moscas em paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-114283213222077527?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/114283213222077527/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=114283213222077527&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/114283213222077527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/114283213222077527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/03/de-se-pensar.html' title='De se pensar'/><author><name>Roman</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-114264616260273676</id><published>2006-03-17T22:36:00.000-03:00</published><updated>2006-03-17T22:42:42.620-03:00</updated><title type='text'>Uma Trajetória Errante(Zero).</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim: tu sempre começas a ler pelo final. Está bem... início do último texto. De qualquer maneira este é um problema de diversas pontas soltas. Repetir não dá, a menos de uma sinopse que vai me custar o saco e que aos interessados não vai interessar. Não vou fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco de esforço e pelo menos isso dá para entender: a proposição é contar, na real, sem frescuras ou comedimentos morais (dor moral para mim é algo como uma dor em membro ausente) o que aconteceu em alguns momentos particularmente risíveis de minha trajetória. Exemplar no que se refere a estupidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei mais se expliquei o jogo de palavras. Errante está como “de erro em erro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não está como uma biografia porque descobri que, lá no fundo, que não sou tão cruel, ou sou apenas mais covarde do que imaginava, e não vou expor nem vivos nem mortos a menos que políticos ou figuras já públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou nessa conversa mole para capturar leitores não mentecaptos e que entendam que para contar o que aconteceu de uma maneira útil, tem de ser do começo para o fim e não como estes textos se organizam no blog. Tu sempre vai pegar o começo do último texto e mais, tu lês quando tens saco para isso, eu também uso desse direito para escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se esse negócio é hereditário ou não (o distúrbio emocional bipolar), faltam-me dados. Toda a experiência é única, o entendimento também. Comigo foi assim, tenho certeza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o conhecimento e a cômoda estabilidade depois que se amainaram as crises ( elas não desaparecem e no fim terminam por divertidas se usadas da melhor maneira ) constato com o olhar seriamente comprometido pelo tempo, que meu pai tinha atitudes tipicamente bipolares. Ficava emburrado por tempo indeterminado de tempos em tempos. Não posso  julgar se com razão ou não, mas nunca achei justo ou entendi o porque de ficar exigente com todos. Cachorro incluído. Agora dá para entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crises devem ter sido terríveis também para ele. Para os que o cercavam o terreno ficava pantanoso, qualquer deslize poderia ter conseqüências imprevisíveis, tudo poderia se interpretado como parte de uma conspiração cujo objetivo era impreciso, mas certamente malévolo.  Qualquer atitude, de qualquer um, tinha a intenção de feri-lo. É como lembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é bem a onda. No entanto nunca  senti da parte dele as emanações de ódio que, acredito, eram claríssimas em mim. Resumindo, não me sinto nem um pouco abalado ou afetado pela bipolaridade dele que, lembro em tempo, é apenas uma teoria minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lembro da infância nem na base da reconstrução por fotos ou causos contados em raros encontros familiares, mas insisto que um ponto a ser examinado é o de que se nasce bipolar, e o desenvolvimento da doença até que seja notada afeta decisivamente o amadurecimento e a sociabilização de um indivíduo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quanto é muito, quanto é pouco? O teu saco ou o meu? O meu. Além de que não tem mais explicação, gasta muito tempo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-114264616260273676?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/114264616260273676/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=114264616260273676&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/114264616260273676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/114264616260273676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/03/uma-trajetria-errantezero.html' title='Uma Trajetória Errante(Zero).'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-114252281705708736</id><published>2006-03-16T12:24:00.000-03:00</published><updated>2006-03-16T12:26:57.083-03:00</updated><title type='text'>Uma Trajetória Errante(II)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ainda não estava óbvio para mim que a única maneira de escrever é como se estivesse batendo um papo. De outro jeito não me interessa. Posso até contar algumas coisas das mais horrendas nas tantas erradas em que entrei. Até certo ponto, certa altura, fui um péssimo representante de mim mesmo. Alguns quadros são notáveis, mas me colocar em alguma obrigação de coerência é tolice. Não sou coerente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Errando aprendi a errar mais. Aperfeiçoei ao limite a capacidade de escolher o pior caminho e seguir por ele estoicamente, vítima de minha própria estupidez e movido unicamente por apaixonado desinteresse por tudo. Nada fazia sentido e a única certeza é que a vida era uma sacanagem muito grande, uma piada de gosto lamentável onde o motivo da chacota era sempre eu. Minhas emoções a respeito de qualquer assunto variavam da consideração mais racional e luminosa, verdadeiramente inspirada, até a cretinice mais absurda e uma raiva irracional que a muitos custou feridas. Das minhas posso tratar, mas e das infligi aos amigos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certa forma as mais fortes referências emocionais de um maluco bi-polar são as vítimas mais freqüentes da paranóia associada. Dependendo do humor, a ajuda que recebi de alguém, e bem a vi como tal na ocasião, vai parecer, num outro momento, a mais vil traição. Acredite, é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque julgo da maior utilidade – me teria sido muito útil – vou tentar descrever  como se instala o período maníaco da bipolaridade, o momento em que a vítima pensa e concorda  consigo mesmo que pode exercer a sua mania só um pouquinho. Mas, atenção, esse momento já não é lúcido: outras besteiras podem ter sido feitas, decisões erradas tomadas e até a procura do motivo adequado para o passo decisivo no rumo do desastre certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou técnico, mas pensei muito sobre o assunto. Tive de olhar bem na minha cara. Para prever e minimizar os períodos em de qualquer forma estou deprimido, mas já não sofrendo com isso ( explico depois ). Tenho de examinar constantemente a forma como estou pensando, como está o meu humor em relação a coisas cuja relação comigo é imutável. Qual o nível crítico aceitável de variação nos meus julgamentos? Quanto ácido valpróico tenho em estoque? Essas coisinhas só dependem de um esforço mínimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se e quando tiver um  psicótico a espreita destas linhas, saiba que de modo algum sou ou serei manso na autocrítica. Vou expor com a clareza possível o quanto é inteiramente possível controlar a doença e, principalmente, o quanto é interessante para a vítima NÃO a controlar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Suponho que o tempo acabou. Prometo mais assiduidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-114252281705708736?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/114252281705708736/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=114252281705708736&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/114252281705708736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/114252281705708736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/03/uma-trajetria-erranteii.html' title='Uma Trajetória Errante(II)'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-114233930407586669</id><published>2006-03-14T09:22:00.000-03:00</published><updated>2006-03-15T07:26:30.956-03:00</updated><title type='text'>Uma Trajetória Errante(I)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Inventando Motivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever é bom quando flui. É o que torna bom ler. O prazer em escrever. O dar-se. Entregar o pensamento a um outro por concordância plena. O assunto pode até ser importante - se existirem assuntos importantes - mas o como, a forma, é essencial. O texto tem de entrar sem ponto. Explicar sem vírgula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estás de pleno acordo, mas nunca pensastes nisso... Não é assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vínculo que se estabelece entre quem escreve em quem lê, quando é pela aventura de seguir um outro pensamento, é bem o da amizade sem o seguidamente incômodo da presença física. É desejável quando te decidires a isso e não precisas estar vestido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu sabes do que estou falando, eu também. É como uma conversa agradável que não te solicita que fales. Ler também é como jogar conversa fora, ou num blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma Trajetória  Errante(I)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o motivo para ler tem de ser o mesmo para ti e para mim, afinal tu achas que esse texto sai direto?  Não. Leio e escovo até que o primeiro leitor goste. Além do mais também tenho curiosidade de saber como vai sair uma descrição do que me aconteceu, como foi chegar aqui, na praia. Evidente que do oceano seria muito simples. Vim através do continente, nadando do seco, do difícil, do burro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa que não usei a minha vida, assisti. Vi o desenrolar de uma tragédia pessoal inteiramente sem propósito.  Natural que fiz uma escolha: vou no que pintar, sem plano. Um engano trazendo outro e tudo se encadeando para um final desagradável que já não parece vá acontecer, mas sabe-se lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um livro daqueles sempre lidos na adolescência  guardei uma expressão: não analisa. Chama “Encontro Marcado” e o escritor é Fernando Sabino, ótimo. Tudo o que fiz foi  mais ou menos assim, sem analisar as conseqüências, implicações ou repercussões. Na idade comum à procriação tive uma filha de um casamento que não foi idéia minha e depois, bem logo, mais uma filha e um filho de outro casamento que também não foi idéia minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nenhum momento achei que fossem dar certo, mas era o andar aparentemente natural das coisas. Não pretendi e nada fiz que pudesse tornar esses relacionamentos em sucessos. É totalmente indiferente assumir culpas. Não as sinto. Quanto ao pecado original, só lamento não ter participado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já de muito antes dos casamentos deixava que os acontecimentos acontecessem sozinhos em quase todas as direções. Tenho dificuldades com escolhas, até hoje um menu é um incômodo, quando não um horrível constrangimento: ali, no nojento momento do cardápio, comeria qualquer coisa só para não decidir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas mães muito estúpidas avaliam os filhos pela idade que tem. Antes de mim, um ano e um mês antes, meus pais tiveram o único irmão sanguíneo por completo que tenho. Um aplique certeiro de minha mãe em um médico famoso e, na época, bem de grana. Como já se vê, quem a salvou da miséria foi ele ( meu irmão ) e não eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa mulher me cuidava pra não levar bronca do velho. Papel de mãe nunca fez, era uma espécie de polícia que protegia o primeiro filho varão do estorvo que surgiu depois. Eu. Manifestar ser melhor que meu irmão (a ele não cabe responsabilidade alguma) era pecado e abria as portas do inferno. Um inferno real. A falta de carinho da parte dela até exerceu seus efeitos, mas nada comparado ao desprezo e o repúdio explícito ofertado quando me destacava mais que o preferido em qualquer atividade. Aprendi a sempre ser o segundo. Fazer o melhor possível resultava mau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale observar que tenho distúrbio emocional bipolar e posso ter sido daquelas crianças que mordem a teta o que, de certa forma, a justificaria (minha mãe tinha o primário incompleto). Sempre fui chato e problemático, minha infância, da qual não lembro picas, piorou algo que já deve ter vindo de berço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui bati num assunto de interesse: a bipolaridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando ser menos cruel do que fui no parágrafo em que descrevo a mulher que me cuidou, vou contar como foi uma vida bipolar. Do ponto de vista do paciente que, no caso, foi também agente. Começa pela pré-adolescência. Capítulo esportes: natação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, uma colocação. Quase nunca fiz exames, em geral passava por média ou fazia provas por excesso de faltas e nunca, absolutamente, nunca estudei. Ler bastava. Isso, como se verá, até o vestibular de Medicina. Naquela ocasião, ameaçado de ter de me sustentar se não passasse, tive que encarar sério um rush de dois meses de árduos estudos. Foram suficientes para dez anos e seis vestibulares. Comecei vários cursos universitários e não conclui nenhum. Aliás, confesso, nunca conclui nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Agora peguei vários leitores. Para interessar ainda mais, tem alcoolismo no meio!!!)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-114233930407586669?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/114233930407586669/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=114233930407586669&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/114233930407586669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/114233930407586669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/03/uma-trajetria-errantei.html' title='Uma Trajetória Errante(I)'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-114222055558442297</id><published>2006-03-13T00:25:00.000-03:00</published><updated>2006-03-13T00:44:48.890-03:00</updated><title type='text'>Ora blogs</title><content type='html'>Escrever num &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; é fácil.&lt;br /&gt;Ser lido é não.&lt;br /&gt;Pessoal vão ler coisas que outros depositam por dois motivos extremos:&lt;br /&gt;1) porque amam as coisas que o postante escreve, e&lt;br /&gt;2) porque odeiam.&lt;br /&gt;As primeiras vêm para sentir gosto de mel.&lt;br /&gt;As segundas para destilar fel.&lt;br /&gt;Não era para rimar, mas aí está. Fazer o quê?&lt;br /&gt;Então, tornar um &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; popular é fazê-lo chegar às populações que habitam a vizinhança dos pólos da opinião expressa.&lt;br /&gt;Mas ser lido não é tudo: pode ser diversão escrever apenas por exercício, como quem deseja tirar a flacidez de alguma barriga mental.&lt;br /&gt;É possível ser apenas isso e pode ser bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-114222055558442297?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/114222055558442297/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=114222055558442297&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/114222055558442297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/114222055558442297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/03/ora-blogs.html' title='Ora &lt;em&gt;blogs&lt;/em&gt;'/><author><name>Roman</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-114216412227813600</id><published>2006-03-12T08:27:00.000-03:00</published><updated>2006-03-12T08:48:42.300-03:00</updated><title type='text'>Despertando Interesse</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Desta vez devo conseguir. Claro que lembrar do texto anterior, perdido durante o processo de "blogagem", não conseguirei, mas era bem interessante. Mais limpo e caprichado que este que já vai na pressa da raiva de ter perdido o outro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Falava sobre o interesse quase mágico do Leitor Suposto. É o que me leva a escrever. Satisfazer esse cara virtualmente teórico que gosta do modo e não exatamente do que escrevo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mais enfeitado, o texto anterior falava nessas de escrever como uma forma de comunicação "para fora da possibilidade do soco", à distância conveniente para ofensas. O Leitor Suposto é um saco de pancadas e tanto, alguns escrevem na suposição de que ele gosta é de ser ofendido, ter as opiniões contrariadas... etc... tudo são maneiras de despertar interesse.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não vou fazer diferente, também vou pelo teu interesse, mas senta mais confortável que só quero é levar um papo e, entre algumas teorias sobre o tudo, questões cósmicas de premente importância, me divertir com isso. Tenta fazer o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-114216412227813600?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/114216412227813600/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=114216412227813600&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/114216412227813600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/114216412227813600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/03/despertando-interesse.html' title='Despertando Interesse'/><author><name>arnaldo sisson</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17671525836605888822</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_C_CzJmHPvOw/Sf97OAgozkI/AAAAAAAAAAM/uP0sQyE7eBM/S220/500.5.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14346626.post-112094448082973027</id><published>2006-03-08T13:20:00.000-03:00</published><updated>2006-03-08T20:12:27.976-03:00</updated><title type='text'>Primeiro</title><content type='html'>O primeiro &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; é algo concreto.&lt;br /&gt;Ou não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14346626-112094448082973027?l=blogarehumano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogarehumano.blogspot.com/feeds/112094448082973027/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14346626&amp;postID=112094448082973027&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/112094448082973027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14346626/posts/default/112094448082973027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogarehumano.blogspot.com/2006/03/primeiro.html' title='Primeiro'/><author><name>Roman</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
